noticias

Foto: Aurelie Marrier d'Unienville/APO Ministério da Saúde da República Democrática do Congo informou, na última terça-feira (8/5), que o país “enfrenta uma nova epidemia de ebola”. As 17 mortes confirmadas foram registradas na província de Equateur, região noroeste do país. De acordo com o comunicado, existe “uma emergência de saúde pública internacional”, já que dos 21 casos de febre com sinais hemorrágicos, 17 resultaram em mortes, uma taxa de letalidade de 80%.

Sem especificar a data de início da epidemia, o comunicado oficial aponta ainda que “desde a notificação dos casos, em 3 de maio, nenhuma nova morte foi relatada”. Mas o sinal de alerta continua acesso: “cinco amostras de casos suspeitos foram enviadas para análise no Instituto Nacional de Pesquisas Biológicas (INRB) de Kinshasa, em 6 de maio. Dois deram positivo”. A doença foi detectada em uma área de floresta equatorial, na fronteira com o Congo-Brazzaville, localizada a cerca de 600 km a noroeste de Kinshasa.

A última epidemia de ebola na República Democrática do Congo aconteceu em 2017. Rapidamente controlada, matou oficialmente quatro pessoas.

Ameaça constante

Na última grande epidemia da doença, que atingiu a África Ocidental entre o final de 2013 e 2016, foram confirmadas mais de 11 mil mortes em cerca de 29 mil casos, mais de 99% registrados na Guiné, Libéria e em Serra Leoa.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em duas ocasiões, 2014 e 2015, recebeu dois casos de suspeita de ebola em território nacional. Nas duas ocasiões a equipe de profissionais do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), unidade de referência no País, recebeu as ocorrências e atuou de acordo com os protocolos de segurança, mantendo os pacientes em isolamento total.

*Com informações da Agência France Press