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Celina Turchi (primeira da esquerda para a direita) ao lado de outros cientistas empossados. A Academia Brasileira de Ciências (ABC) conta com uma nova membro desde o dia 9 de maio: Celina Turchi, pesquisadora do Departamento de Saúde Coletiva da Fiocruz Pernambuco, foi indicada na categoria Ciências da Saúde e passou a integrar um grupo com outros 15 pesquisadores, de nove áreas do conhecimento.

A cerimônia de posse aconteceu no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e contou com a presença de Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, e de Sinval Brandão Filho, diretor do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz). O título de acadêmica foi entregue à Celina por sua irmã, Maria Zaíra Turchi, presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio à Pesquisa (Confap), que integrou a mesa de autoridades.

No final de 2015, Celina liderou o grupo de cientistas que comprovou a relação entre a infecção pelo vírus da zika no primeiro trimestre de gestação e o surto de nascimentos de crianças com microcefalia no Nordeste e Centro-Oeste brasileiro. Naquele ano foram registrados 739 casos, contra apenas 147 ocorrências notificadas em 2014. Os recursos que possibilitaram a resposta imediata à emergência foram repassados pela Fiotec, em dezembro de 2015, logo após os primeiros casos suspeitos registrados em Pernambuco.

À época, os resultados atingidos por Celina lhe renderam uma indicação, pela revista Nature, para ocupar a lista dos 10 cientistas mais importantes de 2016. A pesquisadora ainda foi citada na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, pela revista Time, e recebeu o Prêmio Faz Diferença, oferecido pelo jornal O Globo.

O trabalho da pesquisadora, voltado à síndrome da zika congênita, foi assunto da edição 9 do informativo Conexão Fiotec-Fiocruz. Clique aqui para ler a matéria completa.

*Com informações do portal da Fiocruz Pernambuco