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A valorização das práticas tradicionais de parteiras em regiões do Amazonas significa, além de manter um legado de gerações, estar em conformidade com a política de democratização cultural.

Tais dados revelam que em um universo de 76.383 partos realizado no Amazonas, 6,17% (4.720) aconteceu em residências. Apesar de haver uma predominância de partos realizados em hospitais, dados apontam uma tendência ao parto domiciliar, assim, fortificando a necessidade de qualificação de parteiras. Essas mulheres, além de terem tal função, geralmente exercem um papel importantíssimo para a região que habitam, em um contexto histórico do local.

Nesse sentido, percebe-se a importância de a inclusão e qualificação das parteiras na região. Entre 2008 e 2013, foram realizadas sete capacitações com a participação de parteiras tradicionais e agentes do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto visa, então, a permanência da tradição regional, a democratização cultural, e inclusão da população por meio da qualificação das parteiras do Amazonas.