Atividade sobre diversidade cultural e direitos humanos acontece pela segunda vez na Fiotec - Fiotec

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No dia 9 de agosto, a representante da Gestão Colegiada do Comitê Fiocruz Pró-Equidade de Gênero e Raça, Hilda Gomes, ministrou uma palestra sobre diversidade cultural e direitos humanos na sede da Fiotec, no Rio de Janeiro. A atividade contou com uma boa adesão dos colaboradores da instituição, com um total de 55 participantes. É a segunda vez que Hilda vem à Fiotec, o primeiro encontro ocorreu em maio e, devido às avaliações positivas, foi novamente realizado.  

A abertura foi feita pela diretora técnica Mariana Medeiros, que ressaltou a importância da atividade para a instituição e destacou que ela se alinha a um dos valores defendidos pela Fiotec: “nosso relacionamento institucional baseia-se em respeito às diversidades, confiança, cordialidade e atitude responsável”.

Na sequência, Hilda se apresentou e iniciou a dinâmica dividindo os participantes em sete grupos. Eles discutiram entre si sobre o que entendiam por diversidade e sobre a relação dela com os direitos humanos. Após o término das discussões, cada grupo elegeu um representante que falou sobre todo o processo até a chegada às conclusões.

Depois de debater as respostas, a palestrante suscitou questionamentos a respeito de estereótipos, em sua maioria reforçados pela mídia em programas de TV e novelas e também por ações publicitárias, que implicam na naturalização de um padrão estético e social. Os efeitos práticos dessa naturalização são vistos em situações que envolvem discriminações por conta de cor de pele, tipos de cabelo, gêneros, deficiências, entre outros.

Para abordar essas questões relacionadas à naturalização, Hilda exibiu quatro vídeos ao público: o primeiro mostrando as desigualdades de reconhecimento entre homens e mulheres no esporte; o segundo sobre racismo institucional, produzido para uma campanha do governo do Paraná; o terceiro retratando algumas dificuldades vivenciadas no cotidiano de pessoas surdas, protagonizado pelo educador Leonardo Castilho; e o quarto sobre o “doll test” (teste de bonecas), um experimento feito por psicólogos americanos em 1939 que esclareceu o impacto do racismo na auto estima de crianças negras.

Por fim, foram feitas reflexões a respeito dos temas dos vídeos e também foram mostradas algumas propagandas com conteúdo racista e machista. Assim, também foi debatida a importância do designer, enquanto profissional, na desconstrução dos estereótipos na publicidade, a fim de evitar propagandas com esse teor.

Hilda também destacou a campanha Respeito à diversidade, iniciada na Fiocruz no final de 2018. A proposta é alertar sobre a importância de se reconhecer e respeitar a diversidade, seja ela de gênero, raça ou religião, e promover a acessibilidade e a inclusão de pessoas com deficiência. Alguns cartazes da campanha já foram divulgados na Fiotec, nos displays disponíveis nos corredores da instituição.