Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia é celebrado em todo o mundo - Fiotec

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(Foto: Aneese/Getty Images)

O Brasil ocupa hoje uma posição indesejada quando se trata dos direitos à população LGBT. O país é o primeiro das Américas em quantidade de homicídios de pessoas LGBTs e líder mundial em assassinatos de pessoas trans. Os dados são da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA).

A cada 19 horas, no Brasil, uma pessoa LGBT é morta, e no ano passado 445 brasileiros foram assassinados por serem LGBT, de acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB). O cenário é assustador também para as pessoas trans. A cada 26 horas uma delas é assassinada no país, segundo a Rede Trans Brasil. A expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos.

A reflexão proposta pelo Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia, celebrado ontem (17/5) em todo o planeta, se mostra cada vez mais importante. A data é uma verdadeira referência da luta pelos direitos LGBT, já que coincide com o dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a homossexualidade como doença.

A Fiocruz tem sua história marcada por diversas iniciativas em prol da população LGBT, como é o caso do aplicativo Dandarah, lançado no fim de 2019 para levar mais segurança a essas pessoas. A ferramenta é uma plataforma que mapeia as áreas mais violentas para a população LGBTI, por meio de informações cadastradas pelos próprios usuários. Além de preservar vidas, o objetivo do aplicativo é facilitar o acesso às informações, denúncias e registros. O Dandarah é fruto de uma parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT).

Outro projeto em andamento com o apoio da Fiotec é o PrEP1519, um grande estudo que avalia a efetividade da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) entre adolescentes de três capitais brasileiras: Salvador, Belo Horizonte e São Paulo. A iniciativa voltada a pessoas gays, homens que fazem sexo com homens, mulheres trans e travestis, conta com uma equipe multiprofissional para garantir seu direito à cidadania, já que esses mesmos grupos sofrem com o preconceito e discriminação ao buscar unidades de saúde tradicionais. O PrEP1519 é financiado pela Unitaid, agência internacional ligada à OMS que investe em inovações para prevenir, diagnosticar e tratar HIV/Aids.

Os dois projetos foram tema da última edição do informativo Conexão Fiotec-Fiocruz, produzido antes das mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19. As reportagens, na íntegra, podem ser acessadas por este link.


Com informações do portal Brasil de Fato.