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O Dia Nacional da Conservação do Solo foi celebrado ontem (15/4), mas um relatório divulgado no fim de 2016 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostra que não há motivo algum para comemorações. O documento revela que 33% dos solos do mundo estão degradados por erosão, salinização, compactação, acidificação e contaminações de todos os tipos. Todas essas agressões provocam prejuízos como o selamento da terra – que agrava as enchentes – e perda de fertilidade. Os solos degradados captam menos carbono da atmosfera, interferindo negativamente nas mudanças climáticas.

Acesse a íntegra do relatório “Status of the World’s Soil Resources”.

Temperaturas mais altas e eventos climáticos extremos relacionados, tais como secas, inundações e tempestades impactam diretamente na quantidade e fertilidade do solo.  As alterações no clima também têm reduzido a umidade e esgotado as camadas de solo rico em nutrientes. Também têm contribuído para um aumento na taxa de erosão do solo e recuo da costa, proporcionando o avanço cada vez maior do mar.

A acumulação de sais é outro problema que afeta o solo e reduz o rendimento das culturas, podendo eliminar completamente a produção vegetal. Hoje, a salinidade induzida por humanos afeta cerca de 760 mil km² de terra em todo o mundo, uma área maior do que toda a terra arável do Brasil. No País, a região mais afetada pelo problema é a Nordeste, geralmente provocada por irrigação em áreas impróprias.

Compromisso com a preservação do solo e recursos naturais

Outra preocupação que anda lado a lado com a degradação dos solos é a contaminação de rios e lençóis freáticos. Nesse sentido, a Fiocruz desenvolve por meio de sua Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde, um projeto voltado a ações estruturantes e operacionais de vigilância em saúde ambiental. O objetivo é avaliar e controlar, diante da decorrência de desastres, contaminações químicas e poluição atmosférica, a qualidade da água utilizada para consumo humano.

Já a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), com o apoio da Fiotec, desenvolve uma iniciativa voltada especificamente à utilização de agrotóxicos em larga escala nas plantações brasileiras. A instituição, lançando mão de sua vocação formadora e conscientizadora, trabalha na promoção de espaços plurais e interdisciplinares voltados à reflexão crítica acerca do uso de agrotóxicos e suas consequências para a saúde humana e o ambiente. As atividades do projeto preveem a produção de um filme sobre o tema, como instrumento pedagógico, além de a realização de um curso de multiplicadores que abordará as principais questões relacionadas aos impactos sócio-ambientais decorrentes do uso de agrotóxicos.   

*Com informações do site da Embrapa.