noticias

Anualmente, em agosto, acontece a Semana Mundial de Aleitamento Materno, criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma forma de promover a amamentação, em diversos países do mundo. No Brasil, de acordo com relatório da OMS de 2017, somente cerca de 40% dos bebês se alimentavam exclusivamente com leite da mãe nos primeiros cinco meses de vida, uma taxa que apesar de ser considerada regular, está abaixo do ideal.

O tema tem sido tratado como prioritário no Brasil, com regulamentação de leis que promovem e protegem o aleitamento materno, como a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), além de o trabalho da Rede Brasileira de Banco de Leite Humano (Rede BLH), que é a maior e mais complexa do mundo. Apesar disso, a amamentação exclusiva não é tarefa fácil e exige bastante das mães.

De acordo com Nádia Rodrigues Mallet, pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), “o aleitamento materno (AM) é um dos processos iniciais mais difíceis e delicados pós nascimento do recém-nascido a termo e do prematuro, haja vista que exige a junção de vários componentes do bebê para que este consiga realizar a sucção, contando ainda com o contato íntimo com a mãe para que o vínculo seja realizado e o aleitamento materno seja eficaz para ambos”.

A pesquisadora é responsável pelo desenvolvimento de um novo dispositivo para alimentação complementar do recém-nascido de risco, como uma forma de favorecer o aleitamento materno, baseado na sua experiência no IFF/Fiocruz.

Confira a entrevista com Nádia, na íntegra