WMP Brasil/Fiocruz retoma liberação de mosquitos que combatem a dengue - Fiotec

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World Mosquito Program (WMP) Brasil

Liberações são feitas do interior de veículo utilizado pelo projeto, sem interação dos técnicos com a população (foto: Flávio Carvalho)

A partir de hoje (22/6), as liberações de Aedes aegypti com Wolbachia foram retomadas em três bairros do Rio de Janeiro, após três meses de suspensão desta atividade. A retomada será gradual e começa pelos bairros de Ramos, Olaria e Bonsucesso. As liberações serão feitas durante 16 semanas, sempre no período da manhã, por meio do mesmo veículo utilizado anteriormente, identificado como SAÚDE FIOCRUZ.  Não há interação entre os técnicos do WMP Brasil/Fiocruz e a população.

"Durante o período de suspensão das atividades de campo, nossas equipes mantiveram as ações para manutenção da colônia de Aedes aegypti com Wolbachia, respeitando as orientações de segurança e higiene das autoridades de saúde. Além disso, estamos trabalhando em inovações para assegurar que a liberação de mosquitos com Wolbachia, bem como seu monitoramento, possam ser realizados com segurança, diante deste cenário de pandemia. Não podemos esquecer que as arboviroses continuam circulando, mesmo durante a pandemia, e por isso é importante reativarmos a liberação dos Aedes aegypti com Wolbachia", destaca o líder do Método Wolbachia no Brasil e pesquisador da Fiocruz, Luciano Moreira. 

O Método Wolbachia do WMP Brasil/Fiocruz é seguro. Os mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia não foram modificados geneticamente, não transmitem doenças e ajudam no combate à dengue, zika e chikungunya. Lembrando que o coronavírus é transmitido apenas através das gotículas de saliva e secreções de pessoas contaminadas. O Aedes aegypti não transmite esse vírus. 

As atividades de monitoramento dos Aedes aegypti com Wolbachia, por meio das armadilhas do tipo BG instaladas nas residências e comércios de voluntários, ainda permanecerão suspensas, pois envolvem a interação dos técnicos do WMP Brasil / Fiocruz com a população. Estas ações serão retomadas assim que houver orientações das autoridades de saúde. 

Outras ações de monitoramento, realizadas em parceria com o município do Rio de Janeiro através da malha de ovitrampas (recipientes que coletam ovos do mosquito) existente, já foram iniciadas no final do mês de maio.

Método Wolbachia

O Método Wolbachia consiste na liberação de Aedes aegypti com Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais e estabelecer uma nova população destes mosquitos, todos com Wolbachia.

A Wolbachia é um microrganismo intracelular presente em 60% dos insetos da natureza, mas que não estava presente no Aedes aegypti. Quando presente nestes mosquitos, ela impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro do mosquito, contribuindo para redução destas doenças.

Uma vez que os mosquitos com Wolbachia são liberados no ambiente, eles se reproduzem com mosquitos de campo e ajudam a criar uma nova geração de mosquitos com Wolbachia.

Com o tempo, a porcentagem de mosquitos que carregam a Wolbachia aumenta, até que permaneça alta sem a necessidade de novas liberações.

Mais informações sobre o Método Wolbachia, podem ser obtidas no site wmpbrasil.org, nas redes sociais (@wmpbrasil) ou via WhatsApp, pelo número (21) 99643-4805.