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Amplamente presente em insetos, a Wolbachia pipientis é uma bactéria intracelular observada pela primeira vez há 70 anos, em mosquitos da espécie Culex pipiens. Cientistas já demonstraram que a Wolbachia é capaz de bloquear a transmissão do vírus da dengue no Aedes aegypti, originando uma nova proposta, natural e autossustentável, para o controle da doença. Desde 2012, o projeto “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil” atua no País, desenvolvido pela Fiocruz. A metodologia da pesquisa consiste na utilização da bactéria Wolbachia para bloquear a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito Aedes aegypti.

Porém, um grande problema para a criação em massa de mosquitos vetores, como no caso do projeto citado, diz respeito à necessidade constante de sangue de vertebrados para a produção de ovos, uma vez que eles apresentam potencial risco à saúde humana, além de custos financeiros associados à sua obtenção. Outra questão diz respeito aos processos regulatórios de biossegurança para a utilização de sangue humano ou animal, que podem, muitas vezes, dificultar a manutenção dessas colônias de mosquitos.

Uma dieta completamente artificial, que seja capaz de sustentar a produção de ovos nos mosquitos vetores, resolveria esse problema. Por isso, através da utilização de diversos componentes artificiais, o projeto busca a criação de uma dieta completamente livre de sangue humano ou animal, que seja capaz de manter, de forma viável, colônias do mosquito Aedes aegypti infectados pela bactéria Wolbachia.