projetos-em-destaque

O controle de doenças transmitidas por hospedeiros, sejam eles carrapatos, pulgas, piolhos ou mosquitos, baseia-se no uso de inseticidas e/ou repelentes, nos próprios animais, ou no ambiente. Nas últimas décadas o uso de repelentes se tornou a estratégia mais eficaz e prática contra os artrópodes (hospedeiros) e os agentes patogênicos que eles transmitem.

Por causar a desorientação, os repelentes fazem os hospedeiros abandonarem os animais logo após o contato, devido à rápida ação do produto. O efeito de piretróides sintéticos, únicos repelentes disponíveis no mercado veterinário, pode durar até oito meses. Por isso, a disponibilidade de novas ferramentas para controlar os ectoparasitas de cães e gatos, assim como os agentes patogênicos que eles transmitem, é fundamental para reduzir o risco de infecção em animais e, eventualmente, em seres humanos.

O projeto desenvolvido pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM) avaliará a eficácia de um colar contendo imidacloprida (10%) e flumetrina (4,5%) para a prevenção da transmissão de patógenos por vetores em cães no Brasil. O estudo será feito através de um ensaio clínico randomizado, realizado em três áreas geográficas diferentes: Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.