
“Só quem vive a dor e o sofrimento de uma doença sabe da necessidade e urgência de um medicamento e sente o real sentido de que a vida não espera”. A afirmação é da advogada Margarete Santos de Brito, diretora da Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi) e mãe de Sofia, de 10 anos, diagnosticada ainda bebê com uma doença rara, que causa crises convulsivas constantes. A família de Margarete foi a primeira no Brasil a conseguir liminar na justiça para plantar cannabis e fazer o óleo utilizado por sua filha.
Para debater questões como os benefícios do uso terapêutico da maconha, a regulamentação da produção nacional e o apoio à pesquisa, a Fiocruz e a Apepi realizam, nos dias 29 e 30 de junho, a partir das 9h, a segunda edição do Seminário Internacional Cannabis Medicinal - um olhar para o futuro, com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento acontecerá no Instituto Europeu de Design (IED), na Urca, no Rio de Janeiro. Confira a programação completa.
Estudos mostram que há evidências científicas sobre os benefícios do uso da cannabis na medicina, que pode ajudar no controle de doenças como autismo, epilepsia, Alzheimer e dor crônica, entre outras. Em relação ao Alzheimer, por exemplo, estima-se que cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade e são inúmeros os casos que evoluem para demência. Existem, no país, mais de oito mil pacientes autorizados a importar remédio à base de cannabis para diversos tipos de doenças.
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias (AFN).
