Fiotec celebra Mês do Orgulho com palestra sobre empregabilidade transexual - Fiotec

Fique por dentro

Por favor, selecione quais conteúdo deseja receber da Fiotec:

Você pode cancelar a inscrição a qualquer momento clicando no link no rodapé dos nossos e-mails.

Nós usamos Mailchimp como nossa plataforma de marketing. Ao clicar abaixo para se inscrever, você reconhece que suas informações serão transferidas para a Mailchimp para processamento. Saiba mais sobre as práticas de privacidade da Mailchimp aqui.

Para celebrar o mês do Orgulho LGBTQIA+, a Fiotec promoveu, no dia 29 de junho, a palestra “Vivência de Pessoas Trans e Empregabilidade”, com a participação de Isabella De Ávila, mulher trans especialista em inclusão social no mercado de trabalho. Corroborando com os valores internos e com o objetivo de incentivar um ambiente de igualdade e diversidade, o evento abordou temáticas de gênero e identidade, e mercado de trabalho e pessoas LGBTQIA+. A ideia foi promover reflexões, para que as ações individuais e coletivas fossem analisadas de forma que estejam alinhadas com as melhores práticas sociais.

Isabella deu início ao evento conversando sobre o uso das terminologias corretas para se referir a esse grupo, contextualizando que, nos séculos XIX e XX, qualquer tipo de orientação sexual ou identidade de gênero, que não fosse a hétero-cis, era tratada como doença psíquica. Por isso, muitas nomenclaturas do cotidiano ainda são preconceituosas, como a palavra “travesti” que, segundo ela, está em processo de “ressignificação”, afirmando que a diferença entre “transexual” e “travesti” é meramente política.

Foram explicadas, também, as diferenças entre gênero e identidade, esclarecendo que a expressão visual não está ligada diretamente a identidade de gênero. Isabella conta que quando se cria um estereótipo relacionado a identidade ou orientação sexual de um indivíduo, é comum se achar que todos serão iguais.

Isabella trouxe os números que envolvem essa população, em que o Brasil se mostra líder em mortes de pessoas transexuais. Além disso, no País, a expectativa de vida para uma pessoa trans é de apenas 35 anos enquanto, para pessoas cisgênero, 75,5 anos. “A gente vive à margem de uma violência muito maior que a de outras pessoas”, contou.

Sobre empregabilidade, afirmou que 90% das pessoas transexuais precisaram, em algum momento da vida, se prostituir para garantir uma renda, “a gente precisa entender que a prostituição não pode ser uma única opção, e inserir essas pessoas no mercado de trabalho”. Ela explicou que, quando um trabalhador LGBTQIA+ é negado, isso impacta na construção de uma economia mais diversa e igualitária. Por ser uma construção social, ela também chamou atenção para a dificuldade acadêmica que esse grupo precisa enfrentar.

Ao final, a palestrante promoveu algumas reflexões em formas de perguntas, para interação dos participantes. Karolayne Carvalho, jovem aprendiz da Fiotec, diz que achou a iniciativa necessária para os dias atuais, incentivando um dia a dia de trabalho mais justo. “Eu, como mulher lésbica, me senti respeitada. Estamos no mês da visibilidade LGBTQIA+ e ações como essa são fundamentais para abrir a mente dos colaboradores”, disse.

Homofobia é crime: denuncie!

Em junho de 2019, foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que o crime de homofobia deveria ser equiparado ao de racismo. Entretanto, muitas pessoas ainda têm dúvidas de como denunciar as agressões. Para crimes cibernéticos, o usuário pode acessar o portal da Safernet, escolhendo o motivo da denúncia e anexando o link ou print para análise.

Também é possível denunciar através do Disque Direitos Humanos (100), que funciona diariamente. Para a denúncia, são necessárias informações como nome da vítima e seu endereço, qual o tipo de violência sofrida e qual a situação atual da mesma. É possível registrar um boletim de ocorrência em delegacias, através do número da Polícia Militar (190), ou na Central de Atendimento à Mulher (180). O Centro de Valorização da Vida oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio para esse grupo, atendendo gratuitamente, sob total sigilo, através do telefone 188.

No Rio de Janeiro, a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual recebe ocorrências de competência municipal, através do número 1746 ou pelo site. O Rio Sem Homofobia abrange o estado, atendendo casos que envolvam violência e situações que precisem de registro em delegacias ou hospitais, através do telefone 0800 023 4567.

Acesse o material da palestra

Vídeo: Visibilidade Trans: entenda a transexualidade e o processo transexualizador

Vídeo: Spot Sobre La Visibilidad Trans

Vídeo: O preço da exclusão