12º Congresso Brasileiro de Agroecologia acontece no Rio com participação da Fiocruz - Fiotec

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Angélica Almeida (Agenda de Saúde e Agroecologia/VPAAPS/Fiocruz)


Plenária das Mulheres abriu a programação de debates do 12º CBA (foto: Tina Diore)

A superação da fome, o enfrentamento das mudanças climáticas, a promoção da justiça social, o acesso a direitos e a defesa de direitos humanos, a reconstrução democrática, o aperfeiçoamento de políticas públicas intersetoriais e com participação popular são questões fundamentais para que a saúde, em sua dimensão ampla, seja promovida. Todas essas estarão em debate no 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), que será realizado entre os dias 20 e 23 de novembro no Rio de Janeiro com o tema Agroecologia na Boca do Povo. A Fiocruz compõe a comissão organizadora do Congresso e terá ampla participação de trabalhadoras e trabalhadores no evento.

Ao pautar a construção de uma ciência crítica e cidadã com diálogo entre saberes acadêmicos e tradicionais, a expectativa do Congresso é reunir 5 mil participantes, incluindo representantes de universidades, institutos de ensino, pesquisa e extensão rural, membros dos poderes públicos, da agricultura familiar, indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais, bem como movimentos e organizações sociais. 

No âmbito das discussões sobre agroecologia e saúde, o CBA debaterá a importância de políticas públicas que envolvam diferentes setores do governo e o protagonismo da sociedade civil na construção de soluções baseadas nas práticas concretas de agricultoras/es, povos e comunidades tradicionais. O seminário Políticas Públicas de Agroecologia na Boca do Povo será um dos pontos de encontro entre diferentes representantes públicos e organizações sociais.

Ao menos cinco secretarias do Ministério da Saúde foram convidadas para o Congresso. As rodas de conversa: Sistemas alimentares, Agroecologia e saúde: políticas públicas para um futuro sustentável; Agroecologia na Atenção Primária à Saúde (APS); Programa Agentes de Educação Popular em Saúde - Uma ação em Defesa do SUS e da Democracia são algumas das atividades confirmadas na programação. 

Assessor da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), André Burigo destaca que já há um conjunto de políticas do Sistema Único de Saúde (SUS) construídas nas últimas duas décadas que reconhecem a relação complexa entre saúde e agroecologia e que precisam ser fortalecidas e aperfeiçoadas. “A agroecologia tem uma relação direta com a produção de alimentos saudáveis, mas é mais do que isso, diz respeito a gerar renda para as pessoas que justamente vivem em situações de maior vulnerabilidade, promovendo dignidade no campo e na cidade”, defende. 

Ele ressalta que a transformação das relações sociais, fortalecendo o protagonismo das mulheres e a luta contra o racismo, é algo estrutural articulado com a agroecologia. “Ao mesmo tempo que está produzindo alimentos saudáveis, está preservando a biodiversidade, mitigando os efeitos das mudanças climáticas, gerando saúde de diferentes formas. A agroecologia realmente precisa estar no centro das políticas públicas porque além de garantir alimentação adequada, melhora as condições de saúde da população”, destaca.

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Fonte: Agência Fiocruz de Notícias (AFN).