Fiotec sedia encontro entre pesquisadores envolvidos no estudo Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) - Fiotec

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Mais uma etapa preliminar do estudo sobre a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) foi concluída no fim do mês de agosto, mais especificamente nos dias 30 e 31. A Fiotec recebeu as pesquisadoras da Fiocruz, Beatriz Grinsztejn e Valdiléa Veloso referências em pesquisas ligadas à Aids e responsáveis por liderar a iniciativa. Além de Cristina Pimenta, representante do Ministério da Saúde (MS) na realização do estudo, participaram também  pesquisadores de instituições do México e Peru, os outros dois países envolvidos no desenvolvimento do projeto.

O International Meeting serviu como um primeiro contato entre os agentes envolvidos no estudo. Flávia Estill, assessora da Gerência de Projetos Especiais da Fiotec, fez a mediação do encontro e apresentou informações gerais sobre o desenrolar do projeto, como o orçamento que estará disponível, o relatório financeiro do estudo, como será o fluxo de comunicação entre as instituições envolvidas e o cronograma das atividades.

Diante de Mabel Melo e Heloisa Setta, gestora e supervisora de Projetos Especiais da instituição, respectivamente, Flávia apresentou a equipe da Fiotec responsável por acompanhar a execução do projeto, composta pelos analistas Eduardo Diek e Henrique de Lima, que realizarão a prestação de contas, e Leila Spelta. “A Leila terá o papel de controlar, através do SAP, como as instituições estão utilizando a verba repassada pela Fiotec. Porque, afinal, nós responderemos por todas as despesas do projeto”, explica Flávia.

A assessora revelou, ainda, que existe a possibilidade de a equipe da Fiotec viajar ao Peru em setembro ou outubro. A ideia é promover o intercâmbio de conhecimentos e práticas entre as instituições envolvidas no estudo.

O encontro prosseguiu de acordo com a agenda apresentada por Valdiléa Veloso. Ela e Beatriz mostraram os resultados de outros estudos, já realizados pela Fiocruz, sobre a incidência e melhores formas de prevenção ao vírus HIV entre grupos mais vulneráveis aqui do Brasil, como os transexuais e profissionais do sexo. Os representantes das instituições mexicanas e peruanas também puderam apresentar os estudos e pesquisas realizados em seus países sobre este mesmo tema.

Profilaxia Pré-Exposição (PrEP)

O estudo é fruto de um esforço conjunto entre o Ministério da Saúde brasileiro e a Fiocruz, através do financiamento da Unitaid, organização que atua na resposta global ao HIV/Aids, e prevê o desenvolvimento e posterior disponibilização de um medicamento que reduzirá, de maneira significativa, o contágio pelo vírus HIV.

A liderança do estudo será de total reponsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Entretanto, além do Brasil, a iniciativa engloba outros dois países da América Latina, México e Peru. O objetivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), representada pela Unitaid, é multiplicar os resultados obtidos aqui para o mundo todo.

O medicamento terá o efeito semelhante ao de uma pílula anticoncepcional. A pessoa que tomá-lo diariamente desenvolverá uma espécie de “barreia imunológica” contra o vírus HIV. Dessa maneira, estará protegida ao manter relações sexuais com pessoas possivelmente contaminadas. Porém, assim como ocorre com a pílula anticoncepcional, quem passar a tomar o medicamento não deverá abrir mão do uso da camisinha.

Desenvolvimento do projeto

O início das atividades do estudo está previsto para dezembro e a expectativa é que a fase final, de disponibilização do medicamento para a população, aconteça daqui a três anos. Aqui no Brasil, os objetivos do projeto se dividem entre o desenvolvimento do medicamento, propriamente dito, e a análise de qual é a melhor abordagem para garantir que o medicamento chegue às mãos dos grupos mais suscetíveis ao contágio pelo HIV.

De acordo com Cristina Pimenta, a meta do projeto é entender o comportamento desses grupos e viabilizar a distribuição do medicamento de maneira gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Os estudos que iniciaremos vão se debruçar sobre os motivos que deixam os transgêneros e homens que transam com outros homens (HSH) mais expostos ao risco de contrair o HIV”. E completou: “Depois que entendermos isso o projeto terá o foco de possibilitar que o PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) torne-se política pública aqui no Brasil, para atender toda a população”.