Fiotec celebra Mês da Visibilidade Trans educando e conscientizando seus profissionais - Fiotec

Fique por dentro

Por favor, selecione quais conteúdo deseja receber da Fiotec:

Você pode cancelar a inscrição a qualquer momento clicando no link no rodapé dos nossos e-mails.

Nós usamos Mailchimp como nossa plataforma de marketing. Ao clicar abaixo para se inscrever, você reconhece que suas informações serão transferidas para a Mailchimp para processamento. Saiba mais sobre as práticas de privacidade da Mailchimp aqui.

Fiotec promoveu encontro em celebração ao Mês da Visibilidade Trans

No dia 5 de fevereiro, a Fiotec realizou um evento em celebração ao Mês da Visibilidade Trans com a participação de Bárbara Aires, secretária da Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa/Fiocruz), e Ralph Duccini, poeta e produtor. O evento teve como objetivo ampliar o debate sobre a diversidade de gênero e promover a conscientização sobre os desafios enfrentados pela população trans no Brasil.

O diretor administrativo da Fiotec, Marcelo Amaral, abriu a encontro destacando a importância da pluralidade no ambiente de trabalho. "Quanto mais plural e diverso, mais rico ele é. Mais debate, mais discussões, mais propostas, mais ideias. O lugar vai girar em torno de pautas tão importantes para a nossa sociedade hoje", afirmou, enfatizando a necessidade de disseminar esse conhecimento para a sociedade.

Bárbara, travesti e palestrante, iniciou sua apresentação abordando os conceitos de gênero, sexualidade e diversidade. Ela explicou que, enquanto o sexo refere-se às características biológicas, a identidade de gênero é uma construção social. Durante a palestra, Bárbara provocou uma reflexão: quais são os papéis de gênero? Será que eles não são deterministas?

Ela também explicou sobre as diferentes identidades de gênero:

  • Pessoas cisgênero: cuja identidade de gênero corresponde ao sexo designado ao nascer;

  • Travestis: pessoa nascida com pênis, tendo o gênero atribuído masculino a partir do genital, que vive socialmente como mulher;

  • Pessoas transexuais: aquelas que entendem e vivem o gênero oposto ao atribuído em seu nascimento;

  • Pessoas transmasculinas: com vagina, que se identificam com a masculinidade;

  • Pessoas não binárias: que não se identificam exclusivamente com os gêneros masculino ou feminino;

  • Pessoas de gênero fluido: cuja identidade transita entre diferentes gêneros ao longo do tempo.

A palestrante também diferenciou orientação sexual e identidade de gênero, apresentando os principais tipos:

  • Heterossexualidade: atração por pessoas do gênero oposto;

  • Homossexualidade: atração por pessoas do mesmo gênero;

  • Bissexualidade: atração por mais de um gênero;

  • Pansexualidade: atração independente de gênero.

Alguns termos frequentemente utilizados também foram abordados:

  • Cisheteronormatividade: a presunção de que todas as pessoas são cis e heterossexuais;

  • Homofobia: preconceito contra pessoas homossexuais;

  • Lesbofobia: preconceito contra mulheres lésbicas;

  • Bifobia: discriminação contra pessoas bissexuais;

  • Transfobia: discriminação contra pessoas trans.

O desafio da empregabilidade trans

Bárbara apresentou dados alarmantes sobre a empregabilidade trans. A baixa escolaridade e qualificação são grandes desafios: mais de 70% das pessoas trans não concluíram o ensino médio. Em 2020, o Banco Mundial estimou que 1,9% da população mundial era composta por pessoas trans ou não binárias.

A realidade do mercado de trabalho é dura: apenas 4% das travestis estão em empregos formais e somente 0,02% das pessoas trans tiveram acesso ao ensino superior, de acordo com dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra).

Bárbara encerrou sua apresentação com um dado chocante: pelo 17º ano consecutivo, o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo.

Slam e expressão artística

Após a palestra, Ralph Duccini trouxe uma apresentação poética em um slam, um formato de recitação de poesias que promove a expressão artística e social. Suas palavras emocionaram e trouxeram reflexões profundas sobre as vivências trans e a luta por direitos e respeito.

Grupo de afinidade: Fiocores

A Fiotec conta com um grupo de afinidade chamado Fiocores, destinado a acolher e apoiar colaboradores LGBT+, promovendo um ambiente mais inclusivo e diverso dentro da instituição.

O evento reforçou a importância do diálogo e da educação para construção de uma sociedade mais justa e igualitária para pessoas trans e toda a comunidade LGBTQIA+.