Foi realizado em Brasília, no mês passado, um encontro com os radialistas que participaram das oficinas de sensibilização para prevenção da violência, integrantes do projeto “Nas ondas do rádio: a prevenção da violência contra crianças e adolescentes”, fruto da parceria entre a Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno (Atscam), do Ministério da Saúde, com o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), com apoio da Fiotec. Na ocasião, foi lançado o CD que registra todas as atividades realizadas nas oficinas, realizadas no decorrer do ano. No total são mil exemplares que serão distribuídos para rádios de todas as regiões do país.
Durante o ano, foram realizadas duas oficinas, em Belém-PA e Recife-PE, que reuniram inúmeros radialistas de rádios comunitárias, educativas, públicas, escolares e comerciais dos estados do Nordeste e Amazônia Legal. As oficinas, que tiverem duração de 20 horas cada, tinham como objetivo promover uma atualização da linguagem radiofônica com base em metodologias que permitissem utilizar as práticas de comunicação como estratégias de educação em saúde.
Nas atividades, as coordenadoras mesclaram profissionais de diversos locais, entendendo a importância do intercâmbio de experiências e da mistura de culturas distintas na produção dos materiais. Como resultados desses encontros, foram apresentadas 22 peças radiofônicas, entres spots publicitários, músicas e radionovelas. As produções compõem o CD lançado.
Rádio como instrumento
O rádio é considerado o meio de comunicação de massa mais antigo e acessível que existe. Além disso, está presente em quase 90% das casas brasileiras, de qualquer classe social, na área urbana ou rural. Por conta disso, o rádio foi escolhido como uma estratégia de prevenção da violência contra a criança e ao adolescente. “O rádio carrega uma função social extraordinária, pois está dentro das casas, com as famílias, e este é o local onde mais ocorre a violência – física, mental, sexual – contra essa população”, afirmou uma das coordenadoras do projeto, Rachel Niskier Sanchez, em entrevista ao site do IFF.
Fonte: IFF/Fiocruz
