Fiocruz vai quadruplicar produção de vacinas em projeto que será apoiado pela Fiotec - Fiotec

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Com a presença da presidente Dilma Roussef, o Ministério da Saúde e a Fiocruz assinaram nesta sexta-feira, 25/11, o Protocolo de Intenções que oficializará a cessão pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro de um terreno de 570 mil m2 no distrito industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. No local, será construído o Novo Centro de Processamento Final do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (NCPFI de Bio-Manguinhos/Fiocruz). Este foi o primeiro passo para o desenvolvimento do projeto, cujos recursos serão gerenciados pela Fiotec e cujo coordenador é o diretor executivo da instituição, Maurício Zuma Medeiros.

O empreendimento permitirá ao país ampliar significativamente o fornecimento de produtos estratégicos para o sistema público de saúde, como vacinas e biofármacos. No novo espaço serão fabricadas 600 milhões de doses de vacina por ano. "Estamos dando um passo muito importante com essa nova planta industrial. Além de garantirmos a manutenção do Programa Nacional de Imunizações (PNI), poderemos entrar no mercado global e em mercados regionais, dentro da União das Nações Sul-Americanas (Unasul)", afirma o presidente da Fiocruz Paulo Gadelha.

A assinatura ocorreu durante a inauguração das novas instalações do Instituto de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), no Rio de Janeiro. Também foram assinados atos para investimentos no Instituto Vital Brazil, o lançamento do Projeto do Centro Estadual de Inovação Tecnológica (Sautec) e os anúncios das doações do antigo prédio do Into, no centro de Rio de Janeiro, para implantação do Hospital Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer.

Durante a cerimônia, a presidente Dilma Roussef cumprimentou o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, e disse que a inauguração do Into e todos os atos que foram assinados nesta sexta caracterizam um momento especial para a saúde pública do país. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o novo Into, os demais acordos e a assinatura do Protocolo para cessão do terreno do novo Centro de Processamento Final de Vacinas da Fiocruz simbolizam o momento especial que vive o Rio de Janeiro.

Sobre o projeto de Bio-Manguinhos, o ministro disse que, além de quadruplicar a capacidade de produção de vacinas pela Fiocruz, significa que o Brasil entrará numa nova fronteira em pesquisa e produção de insumos biotecnológicos que vai gerar inovação e economia de recursos públicos. O governador Sergio Cabral declarou que a chegada da Fiocruz à Santa Cruz, com a instalação de um parque de pesquisa e produção na área de farmacologia e vacinas, é uma revolução e um gol de placa para o Estado do Rio de Janeiro.

Um marco em biotecnologia para o país

Concebido a partir do que há de mais avançado em tecnologia para áreas produtivas de imunobiológicos, o projeto segue o conceito de planta flexível, respeitando marcos regulatórios mundiais, com validação dos maiores especialistas internacionais do setor.

O novo empreendimento terá plataformas expansíveis e adaptáveis que permitem ampliar as linhas de produção existentes, assim como incorporar novos produtos. Assim, abre-se a perspectiva de quadriplicar a capacidade de processamento final de vacinas (formulação, envase, liofilização, recravação, revisão, rotulagem e embalagem) para cerca de 600 milhões de doses por ano, já que vacinas que têm base comum podem ser produzidas concomitantemente.

O diretor de Bio-Manguinhos, Artur Roberto Couto, destacou os principais benefícios da iniciativa. “Ampliaremos a oferta de insumos estratégicos para os programas públicos de saúde, dando ainda mais acesso à população a produtos de alta qualidade, regulando preços, e vamos contribuir também para que o Brasil aumente sua competitividade e dê um salto importante em desenvolvimento tecnológico”.

A entrada da Fiocruz em mercados hoje controlados por empresas multinacionais — como o de anticorpos monoclonais para uso oncológico e doenças raras, autoimunes, degenerativas infecciosas, vacinas terapêuticas, entre outros — aumenta as possibilidades de estabelecimento de parcerias para desenvolvimento tecnológico e transferências de tecnologia, e a competitividade do Brasil no setor de biotecnologia. A qualificação de recursos humanos e geração de novos empregos são outras vantagens da iniciativa: estima-se que 700 vagas diretas e 3.000 indiretas sejam criadas.

Quanto aos padrões regulatórios, além de atender às crescentes exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Novo Centro de Processamento Final de Bio-Manguinhos terá condições de ser pré-qualificado por agências internacionais, como European Medicines Agency (Emea) e Food and Drug Administration (FDA), para garantir ao país a condição de fornecedor global de imunobiológicos, a partir da exportação da produção excedente do Instituto. Desta forma, atende-se a uma diretriz estratégica do Ministério da Saúde, que visa reduzir o déficit na balança comercial em relação ao setor farmacêutico.

Projeto verde

O NCPFI será um moderno centro de biotecnologia no distrito industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O local foi escolhido após prospecções em municípios dos estados do Rio, Ceará e Minas Gerais.

Considerada um “projeto verde”, a planta industrial de Bio-Manguinhos/Fiocruz terá painéis para aproveitamento de energia solar — que será convertida em eletricidade para as áreas administrativas —, reservatórios para captação de água da chuva, além de um cinturão verde no entorno do terreno, incentivando a biodiversidade local. Seu desenho atende aos requisitos da certificação internacional Leadership in Energy and Environmental Design (Leeds), concebida pela organização United States Green Building Council para construções consideradas sustentáveis.

Revitalização e urbanização da área, emprego para a população local e estímulo à instalação de novas empresas no entorno serão benefícios que poderão ser percebidos de imediato. A previsão é de que em 2016 o NCPFI esteja pronto para operar.

Fonte: CCS/Fiocruz (texto modificado)