A não-obrigatoriedade da vacinação e suas consequências - Fiotec

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(Foto: Milton Michida)

Após declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, a obrigatoriedade e importância da vacinação contra o coronavírus voltaram a ser discutidas. Profissionais da área da saúde criticaram o posicionamento do presidente, afirmando que a vacina não é uma ferramenta individual, mas uma responsabilidade coletiva. 

Segundo a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, é importante que grande parte do público-alvo seja vacinado. Isso porque uma ampla cobertura geraria a imunidade coletiva que, em alguns casos, evita que a doença se espalhe mais. 

Isabella defende que a população tenha informações de qualidade sobre as vacinas para gerar confiança, uma vez que questionamentos e informações falsas podem afastar as pessoas.

O pesquisador e virologista do Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Flávio Guimarães, afirma que é possível erradicar uma doença através da vacinação, como está acontecendo com a poliomielite, que deixou de ser uma doença prevalente no mundo. De acordo com o pesquisador, são as pessoas desprotegidas que garantem a circulação do vírus.

O Programa Nacional de Imunizações, criado a partir da lei n° 6.259 de 1975, determina que o Ministério da Saúde defina as vacinas de caráter obrigatório (como a BCG e a tríplice viral). Durante a pandemia do coronavírus, a lei n° 13.979 de fevereiro de 2020, assinada por Bolsonaro, diz que cabe ao Ministério da Saúde a decisão de determinar a vacinação como compulsória.