
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
A vacina Oxford-AstraZeneca, produzida aqui no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), agora tem seu uso recomendado oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Comitê Consultivo de Vacinas Covid-19 (Sage, na sigla em inglês), formado por especialistas em imunização, destaca em documento que o imunizante é extremamente eficaz e seguro.
O Comitê reforça a indicação demonstrada em testes de que um intervalo longo entre as duas doses, de oito a 12 semanas, aumentaria a sua eficácia. Para os especialistas da OMS, a vacina deve ser usada em adultos acima de 18 anos, inclusive em idosos, e também contra as novas variantes que vêm circulando no Brasil e em outros países, como a África do Sul. O documento de recomendação enfatiza que a vacina Oxford-AstraZeneca previne os casos graves e as hospitalizações por Covid-19, por isso, deve ser utilizada independentemente de haver diferentes variantes do vírus circulando no local.
A Fiocruz iniciou a produção do imunizante após o recebimento do primeiro lote do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), no último sábado (6/2). Os cerca de 90 litros de IFA são suficientes para a produção de 2,8 milhões de doses. A previsão é de que a primeira entrega ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), com 1 milhão de doses, aconteça na semana de 15 a 19 de março.
A Fundação mantém o compromisso de entregar 100,4 milhões de doses até julho e mais 110 milhões ao longo do segundo semestre. Até o fim de março a previsão total de produção é de 15 milhões de doses. Em abril, uma segunda linha de produção já estará operando, permitindo o envase de 1,3 milhão de doses diárias. Com isso, a Fiocruz vai praticamente dobrar as entregas, chegando a aproximadamente 27 milhões de doses.
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Com informações da Agência Fiocruz de Notícias (AFN).
