Vacinação contra Covid-19 em crianças: por quê elas não serão vacinadas agora? - Fiotec

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Por Suely Amarante

Vacinacao Covid19 criancas site(Foto: Peter Ilicciev/Fiocruz Imagens)

No dia 18 de janeiro de 2021, o Ministério da Saúde (MS) iniciou oficialmente a campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Embora a vacina não esteja disponível para toda a população, acende um fio de esperança em meio ao caos vivido pelo País, já que soma mais de 210 mil vítimas fatais da doença. Nesse contexto, muitas dúvidas e questionamentos geram especulações, principalmente sobre o fato de não saber quando crianças e adolescentes receberão o tão esperado imunizante.

Para responder algumas questões, que tem gerado incertezas e angústias em muitos pais e responsáveis, os pediatras e infectologistas do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Alessandra Marins Pala e Marcio Nehab foram convidados para falar a respeito do assunto.

Por que as crianças não serão vacinadas contra Covid19 neste momento?

Alessandra: Os testes das vacinas já liberadas no Brasil foram feitos apenas em indivíduos a partir de 18 anos e só podemos vacinar os grupos nos quais as vacinas foram testadas. Crianças, adolescentes e gestantes terão que esperar até que haja estudos específicos. Os testes nestes grupos são necessários para definir a dosagem correta, além da segurança e eficácia nesses diferentes grupos.

Em um cenário de escassez de vacinas, a prioridade é a vacinação dos mais vulneráveis. Como ficam as crianças com doenças crônicas nesse contexto? Em que momento elas poderão receber o imunizante?

Marcio: As crianças com doenças crônicas seguem os mesmos critérios. A vacina só poderá ser administrada após comprovação e eficácia dos estudos. Neste sentido, prevalecem as medidas de distanciamento social, higienização correta das mãos e uso de máscaras.

Assim como foram realizados os testes em adultos, também serão realizados em crianças antes de dar início a imunização infantil? Como se dá esse processo?

Alessandra: São necessários estudos na faixa etária pediátrica para a liberação das vacinas nesta população.  O estudo da Pfizer-BioNTech, por exemplo, testou pessoas a partir de 16 anos e já iniciou os testes em adolescentes entre 12 e 15 anos e a Moderna está recrutando indivíduos entre 12 e 17 anos. Outros estudos, no entanto, ainda estão em fase de organização da metodologia. Após os resultados destas pesquisas, será necessário ainda que as agências reguladoras liberem o uso dos imunizantes nestas faixas etárias. Outro fator limitante será a disponibilidade das vacinas para estes grupos.

Quando atingirmos a chamada vacinação de rebanho no público adulto, as crianças estarão seguras, mesmo que ainda não estejam vacinadas?

Marcio: Sobre a vacinação de rebanho, não é possível fazer uma previsão do número de pessoas vacinadas para que a pandemia melhore, é claro que, quanto maior o número de pessoas imunizadas, espera que haja uma maior proteção, porém, até o momento, não temos nenhum estudo que comprove essa hipótese. Portanto, a diminuição da transmissão está associada ao distanciamento social, higienização das mãos e o uso correto das máscaras. As vacinas servem para, no momento, proteger contra as formas graves da doença, óbitos, internações hospitalares em Centros de Terapia Intensiva (CTI) e intubação traqueal.

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Fonte: portal IFF/Fiocruz.