Fiocruz processa 40% dos testes de RT-PCR da rede pública - Fiotec

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Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias)

Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 no campus da Fiocruz Ceará iniciou suas atividades em agosto de 2020 com capacidade para processar até 10 mil testes diariamente (foto: Tatiana Fortes)

Na última semana, as quatro centrais de grande processamento de testes moleculares (RT-PCR) para Covid-19, coordenadas pelo Ministério da Saúde com o apoio da Fiocruz, alcançaram o equivalente a 7 milhões de amostras processadas, cerca de 40% da testagem na rede pública. Além de processar os testes, a Fiocruz é responsável também pela sua produção, tendo já concluído o compromisso firmado em 2020 com o Ministério da Saúde (MS) de entregar 11,7 milhões de testes moleculares para Sars-CoV-2. Os testes continuam a ser entregues segundo demanda e cronograma do MS, em atendimento a sua estratégia de testagem e distribuição.

As quatro centrais de testagem construídas para apoiar a ampliação da testagem na rede de vigilância têm capacidade operacional de até 280 mil amostras por semana, com utilização média de 70%, e já receberam amostras de 23 unidades da Federação e atenderam 48 instituições (Lacen, laboratórios municipais, prefeituras, instituições regionais etc) até o momento. A operação é ininterrupta, 24 horas por dia, sete dias por semana.

Para a líder-executiva do Escritório de Apoio à Gestão Operacional da Cadeia de Testagem de RT-PCR, Maria Clara Lippi, “a operação em larga escala das centrais possibilita o processamento de alto volume de amostras, de forma extremamente rápida e precisa, e a capacidade operacional de todas as centrais permite pronta resposta às demandas, principalmente na absorção dos picos de testagem, que requerem resposta dinâmica e sem impactos relevantes no tempo médio de processamento”.

Das quatro centrais de grande processamento coordenadas pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz, duas são diretamente administradas pela Fundação, por meio da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde. Com o nome de Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 (Unadig), uma está instalada no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e outra na unidade do Ceará. As outras duas, em São Paulo e no Paraná, são fruto de parcerias, respectivamente, com o Centro de Diagnóstico Emergencial (Rede Dasa) e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). As operações tiveram início em abril (Dasa e IBMP), julho (Rio de Janeiro) e agosto (Ceará) de 2020.

Gestão e tecnologia garantem agilidade nos resultados das amostras

Segundo a coordenadora do Escritório de Apoio à Gestão Operacional da Cadeia de Testagem de RT-PCR da Fiocruz, Camila Guindalini, as centrais reúnem “plataformas automatizadas, dotadas de equipamentos de alto teor tecnológico que permitem ampliar o processamento em larga escala de amostras de pacientes com suspeita de Covid-19”.

A líder-executiva do Escritório, Maria Clara, observa que todas as etapas de processamento das amostras, desde que elas são recebidas na Fiocruz, podem ser acompanhadas online. “É um tour virtual que apresenta todo o processo, do recebimento da amostra até a análise dos resultados”. O sistema de comunicação entre as diferentes salas de processamento foi projetado com base nos princípios de biossegurança e na dinamização das etapas. Além da rapidez do processo, o sistema minimiza os riscos e preserva a integridade do material.

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Fonte: Agência Fiocruz de Notícias (AFN).