Corte em principal fundo de financiamento à pesquisa prejudica Ciência no Brasil - Fiotec

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(Foto: Peter Ilicciev)

Um levantamento do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies) aponta que pelo menos 52 grandes projetos voltados à ciência e tecnologia serão prejudicados pelos cortes e bloqueios recentemente anunciados pelo governo federal. São pesquisas em bioinformática, mitigação de mudanças climáticas, nutrição e defensivos agrícolas sustentáveis, Covid-19, e hidrogênio verde, que receberão 44,76% menos recursos do que em 2021.

De acordo com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o repasse de recursos cairá de R$ 4,5 bilhões para R$ 2 bilhões, em corte ao principal fundo de financiamento à pesquisa do País, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Assim, fica materializado um bloqueio de R$ 1,8 bilhão no orçamento da Ciência, Tecnologia e Inovação, oficializado pelo governo federal em maio.

Diante das dificuldades enfrentadas também na captação de financiamento, o Confies aponta que vem crescendo entre as fundações de apoio o interesse em fundos patrimoniais. Presente no Brasil desde 2016, a modalidade consiste no recebimento de doações em que apenas o rendimento é utilizado para financiar projetos de pesquisa. “Nesse modelo, uma fundação ou associação civil faz o papel de recepcionar os recursos doados, gerir com regras caprichadas e aportar por convênio na universidade apoiada. E o doador tem a possibilidade de apontar como ele deve ser utilizado”, explica Fernando Peregrino, presidente do Confies.

Ainda segundo o Confies, até agora já foram criados 10 fundos patrimoniais no País. O Conselho afirma que 76% das 50 fundações ouvidas em levantamento já iniciaram o processo para criar os seus. Apesar disso, a falta de incentivos fiscais dificulta a arrecadação, somente 5% desses fundos já receberam alguma doação de recursos privados.


Fonte: oglobo.com