“Crescendo com Manguinhos”, iniciativa dos voluntários da Comissão de Responsabilidade Socioambiental (Somar) do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), é apoiado pela Fiotec. Criado em 2008, o objetivo é contribuir para o desenvolvimento socioeconômico sustentável das comunidades vizinhas à Fiocruz, através de uma metodologia participativa para formação de cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres, capazes de promover transformações sociais estruturados na saúde integral com desenvolvimento de atividades em educação ambiental (biblioteca verde), inclusão digital e cultura e esporte. O projeto atua com jovens de 10 a 14 anos moradores de Manguinhos e seus familiares.
De acordo com Gisele Andrade, umas das coordenadoras do Somar, o projeto veio agregar iniciativas realizadas ao longo dos últimos anos nas comunidades do entorno do campus. “O papel do projeto consiste em contribuir para a construção de novos horizontes pelos jovens atendidos e todo o público relevante, promovendo, com base nos Direitos Humanos, ações de inclusão educacional e social que atinjam, por meio de atividades integradas e contínuas de transformação, uma parte da sociedade que sofre com as consequências da desigualdade social”, afirmou.
Atualmente, o trabalho acontece junto a aproximadamente 50 jovens, mas a perspectiva é ampliar o projeto para atender ainda mais. “Queremos fechar parcerias para inseri-los no mercado de trabalho. Este ciclo nos traria um ótimo processo na continuidade de aprendizado do jovem”, explicou Gisele. Para a realização de suas atividades, o projeto possui parceria com o Lar Irmão Francisco e com a Unisuam.
Informação sobre direitos é estratégia para tornar jovens menos vulneráveis
O trabalho voltado para a saúde integral cria um espaço para discussões sobre os direitos dos jovens enquanto cidadãos, tornando-os mais informados, conscientes e menos vulneráveis as condições de vida.
Já a Biblioteca Verde é um espaço de consciência sanitária, ambiental e política, com o intuito de reverter as diversas interdições que sofrem os moradores que ocupam os territórios de exceção, caracterizados pela obstrução dos direitos humanos. A partir daí, através das ações de estímulo aos saberes e fazeres, fomentar a importância dos ambientes saudáveis, da escala local (habitação saudável) à global (desenvolvimento) e aplicar este conhecimento na busca de soluções e alternativas aos problemas locais.
Há também as oficinas de inclusão digital, que proporcionam o desenvolvimento de conhecimentos e acesso a tecnologias de informação e comunicação para a construção de saberes; incentivo à pesquisa; formação de consciência crítica no uso da Internet; e aprendizado de ferramentas e aplicação destas na discussão de temáticas locais.
Na área de cultura e esporte, é trabalhado o lado comportamental quanto ao posicionamento frente a novos desafios, para os jovens compreenderem e aceitarem as próprias limitações e não se resignarem diante da primeira experiência. Também são levados em consideração: a valorização da percepção e intuição complementar às capacidades cognitivas de dedução; o trabalho em equipe e espírito de cooperação; e a busca pelo aprimoramento contínuo das capacidades individuais e coletivas.
