Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 1,3 milhão de pessoas morrem anualmente no trânsito e que, até 2030, esse número pode chegar a 2,4 milhões. Com o intuito de mudar essa projeção, o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) desenvolve o projeto “Pesquisa de busca de óbitos direcionados e Vida no Trânsito”, com o apoio da Fiotec. A meta é diminuir, em 10% a cada ano, o índice de vítimas graves e mortes em acidentes de trânsito. Além do Ministério da Saúde, o projeto conta com a coordenação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Bloomberg Philanthropies.
Foram selecionados os seguintes países para implantação do projeto: Rússia, Turquia, China, Egito, Índia, Camboja, Quênia, México e Vietnã. No Brasil, as cidades escolhidas foram Teresina (PI), Palmas (TO), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR). Nessa seleção, foram levados em consideração critérios como: a grande quantidade de vítimas com lesões graves e mortes nas vias urbanas, fatores de risco como consumo de álcool antes de dirigir e infraestrutura urbana precária, entre elas a falta de faixa de pedestre.
As ações se dividem em duas etapas. Na primeira, concluída em 2012, foi realizada a definição dos alvos a serem atingidos, a criação do Plano de Ações e a busca pelas parcerias para a reversão dos índices de vítimas graves e mortes em acidentes. Durante a segunda etapa, que está em andamento e tem previsão de ser concluída em 2015, as capitais participantes deverão colocar em prática experiências relacionadas ao trânsito, de forma que outras cidades brasileiras possam reproduzi-las no dia a dia. Muitas iniciativas foram realizadas desde 2010, quando o projeto foi iniciado, incluindo blitze, campanhas educativas e preventivas, eventos, entre outros.
Pesquisa
Buscando estimar a cobertura de informações sobre a mortalidade relacionadas ao trânsito no Brasil, será realizada também uma busca ativa de óbitos que ocorreram no ano de 2012, para identificar tanto as declarações de óbito emitidas e não informadas ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), como de óbitos que não geraram as respectivas declarações. As fontes utilizadas são: cartórios, cemitérios oficiais e não-oficias, funerárias, estabelecimentos de saúde, líderes comunitários, Instituto Médico Legal e outras entidades.
Histórico
Os dez países que fazem parte do projeto, que fora do Brasil é denominado “Road Safety in 10 countries (RS 10)”, foram escolhidos dentre os 178 participantes da Pesquisa Mundial sobre Segurança Viária, realizada em 2008, e que culminou no Informe Mundial sobre o Estado da Segurança Viária, publicado pela OMS em 2009. Esses países são responsáveis por quase metade das mortes provocadas pelo trânsito no mundo. Trata-se de uma ação global criada com foco no planejamento e execução de projetos que visam à diminuição dos altos índices de lesões graves e mortes em acidentes de trânsito.
No Brasil, os ministérios da Justiça e das Cidades, a Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o Departamento de Polícia Rodoviária Federal são os outros parceiros do projeto.
*Com informações do site “Vida no Trânsito” e Ministério da Saúde
