Contribuir para o processo de organização do cuidado aos trabalhadores que residem no bairro Manguinhos, no Rio de Janeiro, a partir da Atenção Primária à Saúde (APS). Esse foi o objetivo de um projeto desenvolvido pelo Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (CESTEH), pertencente à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e apoiado pela Fiotec. Além da capacitação de 11 agentes comunitários de saúde e enfermeiras sobre as relações entre trabalho, saúde e doença, foi elaborado um diagnóstico situacional da região e definidas linhas de cuidado por agravos prioritários.
O projeto contou com a parceria da Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde (CGSAT/DSAST/SVS) e da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (FM-UFMG).
O bairro de Manguinhos, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, apresenta alta vulnerabilidade socioeconômica e um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade. A população da região ultrapassa a marca de 36 mil habitantes. Por meio desse projeto, foi possível identificar a população trabalhadora da área, os principais agravos relacionados ao trabalho e, por fim, a criação de uma linha de cuidado.
Linha do cuidado
A partir da definição dos agravos prioritários, foi possível estabelecer uma linha do cuidado para aplicação em Manguinhos. Trata-se de uma proposta de organização da rede de saúde, que visa expressar os fluxos assistenciais seguros e garantidos ao usuário, no sentido de atender às suas necessidades de saúde.
Assim, foram traçados fluxos de cuidado referentes aos seguintes agravos: acidentes de trabalho, dermatoses ocupacionais, doenças respiratórias, osteoarticulares e questões de saúde mental e relacionadas ao trabalho. O projeto foi finalizado em março deste ano.
