Projeto do IFF/Fiocruz prevê acompanhamento e instrução para gravidez na adolescência - Fiotec

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O Rede Cegonha é um programa que já beneficiou mais de 2 milhões de gestantes, através da máxima de estabelecer uma rede de cuidados que assegure à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada durante a gravidez, o parto e o pós-parto. Uma nova pesquisa do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), também apoiada pela Fiotec, traz um novo viés à rede: o acompanhamento da gravidez na adolescência.

Trata-se do projeto “Sexualidade na Adolescência: da vivência individual às relações sociais e as especificidades da gravidez em adolescentes como subsídios para a implantação da Rede Cegonha no município do Rio de Janeiro”.

O projeto acontece em duas fases. A primeira, já finalizada, foi o acompanhamento de forma sistemática de gestantes adolescentes matriculadas no IFF que lá fizeram pré-natal e aquelas que foram atendidas em consulta ginecológica, nos anos de 2012 e 2013. No período de março de 2012 a junho de 2013, foram atendidas as 279 adolescentes matriculadas no pré-natal e 266 na ginecologia.

A segunda fase, que está em andamento, consiste na realização das estratégias que levem ao cumprimento das propostas da Rede Cegonha com essas adolescentes, cujos bebês tenham nascido entre março de 2012 e dezembro de 2013.

Ao final do projeto, será produzido um vídeo com o atendimento e acompanhamento dessas mães e bebês, para divulgação em um seminário. A ideia é promover o vídeo no sentido de multiplicar as atividades desenvolvidas

A importância do acompanhamento às adolescentes

A adolescência é marcada por profundas modificações orgânicas e psicossociais. Essas novas formas de comportamento, ainda mais orientados pela intensificação das interações interpessoais com diferentes grupos sociais, e pela exposição à mídia e ao consumo, se expressam nas práticas de sexualidade do adolescente.

Como é também uma fase de conhecimento e experimentos, muitas vezes com pouca responsabilidade, é considerada uma época de maior vulnerabilidade aos riscos advindos das relações sexuais sem proteção, seja para DST/Aids ou gravidez.

O século XX foi marcado por mudanças nos padrões do exercício da sexualidade, repercutindo em um aumento da gravidez na adolescência, que vem sendo considerada um problema de saúde pública, não só no Brasil. Embora este aumento seja observado em todos os níveis sociais, a maior incidência se dá nas populações de baixa renda e entre as adolescentes mais pobres. E, tanto a gestão quanto o parto, podem ter como consequências para elas desordens nas esferas sociais, psíquicas ou médicas.

Reflexão e debate

Muito se discute sobre a prevenção da gravidez na adolescência. Para isso, é necessário que se conheçam situações que se associam ao acontecimento, como renda, escolaridade, fatores familiares, experiência e educação sexual, além das especificidades de cada contexto em questão. Existem ainda casos em que a gravidez é planejada pela adolescente. Portanto, a pesquisa prevê o acompanhamento, caso a caso, das pacientes e registro de indicadores e informações.

Ainda de acordo com a proposta do projeto, uma das maneiras de contribuir para a prevenção da primeira gravidez na adolescência é a implementação de discussões e a conscientização do que significa a maternidade. Assim, um dos objetivos do projeto é promover grupos reflexivos/informativos com adolescentes nos ambulatórios do IFF.