A realidade das drogas no Brasil - Fiotec

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Drogas, tanto lícitas quanto ilícitas, são um problema da sociedade brasileira que nunca sai de pauta. O controle, o consumo, a legislação são temas de estudos, pesquisas e discussão em todas as esferas. A Fiocruz desenvolve inúmeros trabalhos e pesquisas relacionados à temática, alguns deles com o apoio da Fiotec. Através desses projetos, que se complementam, é possível ter uma noção da dimensão da questão das drogas no País.

“Existem problemas que dizem respeito à população geral, como o consumo de álcool e tabaco, de uso lícito, e outros que têm características particulares, afetando populações específicas, em contextos definidos, seja geograficamente, seja em termos de tempo, seja pelo recorte etário, que tem características muito diferentes da população geral. Este é o caso, por exemplo, das cenas de crack e do uso de drogas sintéticas em festas rave, ambas questões bastante específicas, embora inteiramente diversas entre si”, explicou Francisco Inácio Bastos, pesquisador da Fiocruz especialista no assunto, que coordena alguns dos estudos vigentes no momento.

O pesquisador afirmou que na população geral existe um predomínio quase absoluto do álcool; do tabaco, ainda com relevância, mas que está declinando; de alguns solventes, cujo uso é mais esporádico; maconha; cocaína em pó; e psicofármacos, remédios psiquiátricos usados sem finalidade terapêutica. “Quando você vai para o campo e você vai para os locais de tráfico você já enxerga uma cena completamente diferente, foi o caso do projeto de Crack - vulnerabilidades, onde você vê pessoas fortemente desinseridas, em situação de pobreza”, explicou.

A questão do Crack

Francisco Inácio Bastos, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).Ao contrário do que muitos pensam, o Crack não é a droga mais consumida no país. Na verdade, ele é a droga mais consumida em bolsões de pessoas em situação de pobreza. “Como ele é uma substância muito danosa e de absorção muito rápida, acabou ganhando um destaque inevitável nos meios de comunicação. Mas se você pensar no conjunto da população ele perde de longe, graças a Deus, tanto para substancias lícitas (como o tabaco), como para a própria cocaína em pó”, disse Francisco. Não que as demais substâncias não determinem danos e riscos, mas não de forma tão intensa, e sobrepostas a tão diversos problemas, por se tratar de uma população extremamente vulnerável, vivendo em condições absolutamente precárias.

Leia, na íntegra, a matéria publicada na 8ª edição do informativo Conexão Fiotec-Fiocruz.