Instituto Oswaldo Cruz avalia nova alternativa para combate à esquistossomose no Brasil - Fiotec

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A esquistossomose é uma doença altamente presente entre as populações mais pobres. Estima-se que 207 milhões de pessoas são afetadas e 779 milhões estejam sob risco em 78 países, principalmente na África. Nas Américas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam 7,1 milhões de pessoas infectadas, 95% delas no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão ocorre em estados da Região Nordeste ao longo do litoral, desde o Rio Grande do Norte até a Bahia. No Sudeste, a doença já chegou ao interior de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de serem detectados casos de forma localizada em São Paulo e Rio de Janeiro.

Essa situação fez com que países endêmicos adotassem, em 2012, uma resolução da Assembleia Mundial de Saúde com o objetivo de intensificar o controle da esquistossomose para sua eliminação enquanto problema de saúde pública. Aqui no Brasil, à época, traçou-se a meta de reduzir a incidência das doenças negligenciadas a menos de 5%, em áreas consideradas endêmicas.

A realização de levantamentos parasitológicos é a estratégia de tratamento recomendada pela Ministério da Saúde. Hoje, o método Kato-Katz é utilizado devido à sua alta especificidade, o uso generalizado em programas de controle e a necessidade mínima de material para sua execução. Entretanto, a baixa sensibilidade do procedimento cria a necessidade de aumentar o número de amostras recolhidas, além de combiná-lo com outros métodos diagnósticos.

Em 2015, um encontro realizado pela OMS revisou as estratégias de diagnóstico da esquistossomose e apresentou o método POC-CCA (Antígeno Catódico Circulante) como uma nova alternativa. O procedimento já havia sido testado em programas de controle na África Subsaariana, apresentando em um único teste a sensibilidade equivalente à obtida em seis exames Kato Katz.

Entretanto, a especificidade dos resultados apresentados pelo método POC-CCA mostrou-se baixa, um dos fatores que motivaram a Fiocruz, por meio do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a investigar o desempenho do método em comparação ao Kato Katz. O projeto, que conta com o apoio da Fiotec, pretende comprovar a viabilidade do POC-CCA para a eliminação da esquistossomose como problema e saúde pública no Brasil. Hoje, estudos mostram que o método apresenta apenas 55% de especificidade, o que significa que teria utilidade apenas para detecção de portadores da doença em áreas de baixa endemicidade, além de não poder ser utilizado como único procedimento diagnóstico.