Iniciativa para controle de arboviroses já alcança 25 bairros no Rio de Janeiro - Fiotec

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Comunidade de Manguinhos (Foto: Facebook/WMP)

Oito novos bairros da cidade do Rio de Janeiro receberão os Aedes aegypti com Wolbachia do projeto World Mosquito Program (WMP), desenvolvido no Brasil pela Fiocruz, com apoio da Fiotec. A liberação dos mosquitos aliados no combate à dengue, zika e chikungunya beneficiará, nesta fase do projeto, mais de 400 mil pessoas das áreas de Bonsucesso, Brás de Pina, Complexo do Alemão, Manguinhos, Olaria, Penha, Penha Circular e Ramos.

O campus Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também receberá os Aedes aegypti, que serão liberados durante 16 semanas, por técnicos da própria Fiocruz, em pontos pré-determinados. A ideia é que esses mosquitos, que têm a capacidade reduzida de transmitir dengue, zika e chikungunya, se reproduzam com os outros mosquitos da região e gerem Aedes aegypti com as mesmas características, protegendo o local das arboviroses.

Com as novas áreas, já são 25 bairros cariocas atendidos pelo WMP. Em Tubiacanga, área piloto do projeto no Brasil, o índice de Aedes aegypti com Wolbachia permanece acima de 90%, dois anos após o término das liberações. Em outros bairros da Ilha do Governador, onde foi iniciada a fase de expansão do projeto, o índice de mosquitos com Wolbachia é alto, acima de 60%.

Os mosquitos do bem

A Wolbachia é um microrganismo presente em cerca de 60% dos insetos na natureza. Ela foi inserida em ovos de Aedes aegypti na Universidade de Monash, na Austrália, onde se identificou que, uma vez presente nestes mosquitos, a capacidade de transmissão das doenças fica reduzida. De acordo com o líder do WMP no Brasil, Luciano Moreira, o método utilizado é seguro para as pessoas e para o ambiente. “Nosso objetivo é proteger a população destes bairros das doenças, não há risco de interferência em outras pesquisas que também tenham criação de mosquitos ou outros insetos”, afirma.

A população dos Aedes aegypti com Wolbachia é verificada a partir de mosquitos capturados em armadilhas instaladas nas residências e estabelecimentos comerciais de voluntários. Ao todo, há cerca de 600 equipamentos espalhados pelos bairros abrangidos pelo trabalho. No site do WMP é possível acompanhar o andamento do projeto.

*Com informações da Agência Fiocruz de Notícias.