Pesquisadores da Fiocruz usam aplicativo SISS-Geo na Antártica - Fiotec

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Há 108 anos, quando as antigas expedições inauguraram a era da "ciência antártica", no continente gelado, pesquisadores não imaginavam que um dispositivo móvel, pequeno e leve, pesando em torno de 110 gramas, tornaria-se um instrumento capaz de auxiliar pesquisas científicas para armazenar e compartilhar imagens e dados georeferenciados de fauna, flora e geologia, entre outras informações da biodiversidade. Pesquisadores da Fiocruz chegaram (17/1) à enseada de Ardley na Antártica e, enquanto aguardavam o transporte para o navio polar Almirante Maximiano, registraram em tempo real um grupo de pinguins no aplicativo SISS-Geo (Sistema de Informação em Saúde Silvestre), desenvolvido pela Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre (PIBSS/Fiocruz).

Observado pela pesquisadora Marcia Chame, o registro do Pygoscelis antarctica - pinguim de barbicha - foi o primeiro de um animal silvestre no continente Antártico, em um aplicativo de tecnologia móvel e que pode ser visualizado por qualquer pessoa, em qualquer lugar do planeta. Na Antártica, os pesquisadores contam com um laboratório de biossegurança (Fiolab) localizado a nova Estação Antártica Comandante Ferraz, que é preparado para responder às necessidades de vigilância epidemiológica e sanitária do país, assim como dar suporte às pesquisas em saúde e ambiente.

O projeto Fioantar tem previsão de durar quatro anos quando serão estudos vírus, bactérias, fungos, líquens, microbactérias e helmintos, que podem estar presentes nos animais que vivem ou circulam pela região, nas águas, nos solos, nas rochas e ainda no permafrost, que é um tipo de solo encontrado na região do Ártico e formado por terra, gelo e rochas que estão permanentemente congelados.

A pesquisa irá auxiliar na vigilância epidemiológica do Sistema Único de Saúde (SUS), identificando possíveis ameaças à saúde pública que podem chegar à América do Sul. Outro objetivo é auxiliar no potencial uso dos microrganismos identificados para desenvolvimento de novas tecnologias e produtos em saúde, como medicamentos e insumos.

Ferramenta também auxilia projetos pela preservação da biodiversidade

A manutenção e ampliação do uso do SISS-Geo é uma das metas da Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre, iniciativa coordenada pela própria Marcia Chame. A bióloga e pesquisadora da Fiocruz falou ao informativo Conexão Fiotec-Fiocruz sobre a importância das Unidades de Conservação Ambiental diante da degradação sofrida, por ecossistemas inteiros, nos últimos meses de 2019, que registraram aumentos alarmantes no número de focos de queimadas na Amazônia.

Leia a reportagem completa na 18ª edição do Conexão Fiotec-Fiocruz