UNICEF, Coiab e Fiocruz unem esforços em projeto pela proteção de crianças e adolescentes indígenas - Fiotec

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Aconteceu na tarde do dia 27 de outubro a live que marcou o lançamento do projeto Apoio para os Povos Indígenas da Amazônia brasileira na prevenção à Covid-19 e mitigação dos seus impactos, fruto da parceria entre UNICEF Brasil, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e Instituto Leônidas e Maria Deane, a Fiocruz Amazônia. A conversa entre representantes das três entidades simbolizou o início oficial do projeto, após uma longa caminhada de discussão, construção e detalhamento de cada ação prevista, segundo palavras do coordenador do projeto, Thiago Garcia, que atuou como mediador do encontro online.

A live de lançamento contou com a participação de Anyoli Lopez, coordenadora da UNICEF no território amazônico, Michele El Kadri, pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Alana Manchineri, mobilizadora da Juventude Indígena no projeto, Mariazinha Bare e Nilcelio Jiahui, respectivamente gerente de projetos e coordenador secretário da Coiab, além de Telma Taurepang, coordenadora da União das Mulheres da Amazônia Brasileira.

Anyoli Lopez foi a responsável pela fala inicial, em que saudou os demais participantes e frisou que o resultado de meses de construção e trabalho é fruto do esforço de equipes inteiras, e não dos representantes das entidades, individualmente. Segundo ela, o projeto “resume o que a UNICEF considera como prioridade na Amazônia Legal brasileira” e é motivo para celebração, apesar de seu início estar inserido em um momento de emergência mundial provocado pela pandemia de Covid-19.

A coordenadora da entidade no território amazônico falou ainda que o projeto não foi criado para simplesmente propor soluções para os problemas atuais e, em seguida, interromper suas ações. De acordo com Anyoli, o projeto “é fruto do histórico de atuação da UNICEF na Amazônia Legal, priorizando os povos indígenas em temas como saúde, enfrentamento da mortalidade infantil e também na educação”.

Em seguida, Mariazinha Bare, coordenadora do projeto na Coiab, falou dos desafios que envolvem um projeto voltado a crianças, jovens e mulheres indígenas, e da importância do protagonismo de um movimento indígena ao lado de entidades como UNICEF e Fiocruz. “A pandemia chegou aos territórios indígenas deixando sequelas não só de saúde, mas sociais. Por isso a importância de um projeto com grandes parceiros, que ainda abre um leque de oportunidades para o futuro”, ressaltou.

A psicóloga sanitarista Michele El Kadri, celebrou o resultado das seguidas conversas e alinhamentos ainda que, segundo ela, em nível administrativo. A coordenadora do projeto na Fiocruz destacou em sua fala o desejo de que essa troca seja ainda mais frutífera nas próximas etapas do projeto, em que as ações serão realizadas na prática. “Acreditamos que o projeto seguirá dando bons frutos através do diálogo, da troca de experiências e saberes, da academia, tipo de conhecimento que produzimos [a Fiocruz], aliado à prática, do verdadeiro universo que é a cultura e conhecimento indígenas”.

Além de ações diretas para conscientização e fortalecimento da juventude indígena nos territórios amazônicos, o projeto prevê o desenvolvimento de ferramentas, por parte da Fiocruz, para contribuir com a atuação da UNICEF junto às comunidades. A gestão administrativa, logística e de recursos do projeto será realizada pela Fiotec, que no fim do mês de outubro definiu a equipe responsável pelo acompanhamento integral da parceria entre UNICEF, Coiab e Fiocruz.


Com informações de live pública transmitida pelo YouTube da UNICEF Brasil em 27/10/2020.