Fiotec apoia projeto que organiza cuidados à saúde da mulher e do bebê no estado do Rio - Fiotec

Com a proposta de estabelecer uma rede de cuidados que assegure à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada durante a gravidez, o parto e o puerpério, o Ministério da Saúde criou em junho deste ano a Rede Cegonha. Em 2011, o projeto começou a ser organizado no estado através da realização de reuniões, fóruns e oficinas com gestores municipais que passaram a conhecer a rede e estiveram envolvidos no aprofundamento das discussões sobre as linhas de cuidado materno-infantil.

A Rede Cegonha também visa garantir às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis. A rede, composta por quatro componentes – pré-natal, parto e nascimento, puerpério e atenção integral à saúde da criança e sistema logístico (transporte sanitário e regulação), tem a previsão de ser executada em cinco fases: adesão e diagnóstico, desenho regional da rede, contratualização dos pontos de atenção, qualificação dos componentes e certificação.

No Rio de Janeiro, o processo de implementação da Rede Cegonha começou em agosto deste ano pelas Regiões Metropolitanas I (Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, São João de Meriti e Seropédica) e II Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, São Gonçalo, Silva Jardim e Tanguá), que concentram juntas, cerca de 11.814.001 habitantes. O estado foi o pioneiro no país na construção dos Planos de Ação e já concluiu a segunda fase do processo com a realização de reuniões, fóruns e oficinas com gestores dos municípios de ambas as regiões.

As oficinas, organizadas por membros da Subsecretaria de Atenção à Saúde e da Superintendência de Atenção Básica da SES, aconteceram em novembro em Rio Bonito e Itaipava. Voltadas para gestores municipais, contaram com a participação de secretários de saúde, profissionais da Atenção Básica, coordenadores dos Programas de Saúde da Mulher e Saúde da Criança, Controle e Avaliação e Regulação.

Nos dois eventos, que reuniram cerca de 100 pessoas cada, foram organizados grupos de trabalho para discussões sobre as ações e atividades pactuadas pelos municípios. Os participantes apresentaram os trabalhos que desenvolveram em uma plenária e, posteriormente, dividiram-se em grupos por municípios para mapear suas linhas de cuidados e principais problemas. No encerramento das oficinas, esses grupos mostraram suas linhas de cuidado e as propostas para consolidação da Rede Cegonha em suas regiões.

Investimentos – Em 2011, o Ministério da Saúde disponibilizou cerca de R$ 15 milhões para o custeio dos leitos nas Regiões Metropolitanas I e II. Para 2012, a previsão de investimentos é de R$ 300 milhões e vai incluir também o custeio de leitos. Algumas das maternidades da rede estadual especializadas no atendimento às grávidas de alto risco vão ganhar a Casa da Gestante, Bebê e Puerpério. O espaço, que terá 20 leitos cada, servirá para hospedar as mães cujos bebês estão internados em UTIs ou UIs neonatal, permitindo a continuidade da amamentação e a proximidade entre mãe e filho.

Além disso, com o recente apoio da Fiotec, a Rede Cegonha vai continuar a se expandir para as outras regiões do estado ao longo do próximo ano.

Fonte: Portal da Saúde do Rio de Janeiro (Texto Adaptado)