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Mesa solene de abertura reuniu líderes em saúde de todo o mundo, com a presença da ministra da Saúde do Brasil, Nísia Trindade (foto: Rosa Andrade/Fiotec).

Uma mesa solene com a participação da ministra da Saúde Nísia Trindade, do presidente da Fiocruz, Mário Moreira, ao lado de representantes de instituições com importante papel no desenvolvimento tecnológico e inovação em saúde, do Brasil e do mundo. Assim aconteceu a abertura oficial da G-Stic Rio, conferência global que discute os desafios e saídas para a prevenção e combate a emergências de saúde, como foi a pandemia de Covid-19.

Paulo Gadelha, ex-presidente da Fiocruz e atual coordenador do programa da Fundação voltado à Agenda 2023 e seus Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, ressaltou a importância do propósito com o qual a G-Stic acontece. Para ele, é essencial que exista um pacto entre sociedade civil e comunidade científica na busca por soluções e no combate à desinformação.

A participação da comunidade na construção de soluções para os desafios em saúde foi um ponto em comum nas falas dos participantes da mesa de abertura. Após agradecer a presença de Hayne Felipe, diretor executivo da Fiotec, patrocinadora master do evento, Mário Moreira, presidente da Fiocruz, mencionou o trabalho da Fundação na organização da primeira G-Stic realizada na América do Sul e ressaltou o compromisso da Fiocruz com o desenvolvimento sustentável, firmado desde a Rio 92. “Cerca de 4,5 milhões de mortes acontecem todos os anos, por motivos relacionados à poluição. Muitas delas poderiam ser evitadas se investíssemos mais na transição da nossa matriz energética”, comentou.

A atuação da Fiocruz durante a pandemia de Covid-19, com iniciativas desenvolvidas em parceria com as comunidades de seu entorno, foi lembrada por Socorro Gross, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Ela ressaltou a grande desigualdade no acesso à saúde nas Américas, realidade que torna ainda mais importante a existência de instituições como a Fiocruz. “É possível sim que a inovação tenha um rosto humano, social”.

A cerimônia de abertura da G-Stic, nesta segunda-feira, foi encerrada com a fala de Nísia Trindade, ex-presidente da Fiocruz e atual ministra da Saúde do Brasil. Segundo ela, a conferência acontece como um marco dos esforços para recuperação de tudo aquilo que não pôde ser feito durante a pandemia de Covid-19. “A inovação precisa estar a serviço de todos, que a equidade ocorra também no campo da tecnologia e inovação”, defendeu, lembrando que praticamente metade da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde.

Estratégias de recuperação pós-Covid e preparação para futuras crises em saúde
Líderes internacionais no campo da ciência compartilharam suas experiências durante e após a pandemia, debatendo como as iniciativas devem ser pensadas de forma preventiva e universal. Marco Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) da Fiocruz, afirmou que é importante valorizarmos e usarmos bem os recursos locais no combate às emergências de saúde. Ponto de vista compartilhado por Lieve Fransen, consultora para políticas sociais, em saúde e migração do European Policy Centre. Para Lieve, grande parte das perdas causadas pela pandemia de Covid-19 foram motivadas pela perda de confiança na ciência, e que soluções reais e duradouras virão da cooperação entre os países, unindo iniciativas locais bem-sucedidas de todo o mundo.

A mesa aconteceu no auditório central da G-Stic, com moderação de Paulo Gadelha e participação de líderes de instituições em saúde de todo o mundo.