
O Centro Histórico de Salvador, na Bahia, recebeu nos dias 1º, 2 e 3 de julho o Nzo Olorin – Festival Nacional de Música de Terreiro. O evento, totalmente gratuito, foi um grande encontro popular para celebrar a musicalidade presente na cultura de matriz africana do Brasil e contou com o incentivo da Fiotec para sua realização.
A programação do Festival, repleta de música e ancestralidade, promoveu painéis com a participação de representantes de projetos de todo o País que trabalham pela valorização da cultura negra de matriz africana, além de instituições de fomento à educação, cultura e defesa dos direitos humanos.
No dia de abertura do evento, a musicalidade de terreiro foi o tema de debates e de oficinas sobre toques tradicionais, criação musical, e promoção do cuidado e da saúde coletiva. A programação seguiu nos dias seguintes discutindo a importância do território como espaço de direitos, justiça e participação social, bem como os caminhos possíveis para a juventude negra na perpetuação da cultura de matriz africana aqui no Brasil.
Cinthia Pereira, apoiadora do projeto Fiocruz que possibilitou a realização do evento, celebrou o trabalho feito pela Fundação, em parceria com a Fiotec, na organização e compromisso com a pauta de valorização da cultura negra no Brasil. “Participar do Festival foi vivenciar a potência da nossa ancestralidade por meio da música. O encontro reafirmou que os terreiros são espaços de cultura, resistência, memória e cuidado”. Ela acompanhou a programação do evento ao lado de Aline Gagliano, da equipe de Comunicação Institucional da Fiotec.
