Por favor, selecione quais conteúdo deseja receber da Fiotec:

Você pode cancelar a inscrição a qualquer momento clicando no link no rodapé dos nossos e-mails.

Nós usamos Mailchimp como nossa plataforma de marketing. Ao clicar abaixo para se inscrever, você reconhece que suas informações serão transferidas para a Mailchimp para processamento. Saiba mais sobre as práticas de privacidade da Mailchimp aqui.

Entre os dias 31 de maio e 3 de junho, o Brasil sediará a 4ª Conferência Mundial sobre Integridade Científica (World Conference on Research Integrity), que ocorre pela primeira vez na América Latina. Pesquisadores de todas as áreas estão convidados para participar do encontro, que vai acontecer no Centro de Convenções Windsor Barra, no Rio de Janeiro. O evento busca discutir a integridade científica no contexto dos sistemas de recompensa que vigoram no ambiente científico e na carreira dos pesquisadores. Este ano o tema é “Recompensas de Investigação e Integridade: a melhoria dos sistemas de promover a investigação responsável”.

 

Os interessados podem se inscrever através do site do evento, em que está disponível o programa preliminar. Segundo informações disponibilizadas pela organização da conferência, até agora os inscritos são pesquisadores e gestores de cerca de 120 instituições distribuídas por 43 países.

De acordo com Sonia Vasconcelos, professora da UFRJ e membro do comitê organizador do evento, a importância de o evento mundial ocorrer na América Latina é crucial, especialmente para os países que fazem parte de redes de colaboração em pesquisa com outros em que a discussão de integridade científica vem se consolidando ou está consolidada.

“Ter uma discussão consolidada sobre esse tema significa, dentre vários desdobramentos, o estabelecimento de critérios éticos para a condução e comunicação da pesquisa em áreas diversas, que podem muitas vezes ser abraçados acriticamente pelos parceiros”, afirmou a pesquisadora ao Jornal da Ciência.

“Costumo dizer que esses países da região e, especialmente o Brasil, que é líder em boa parte dessas colaborações, devem ter voz nesses critérios. Isso faz toda a diferença, pois a visão sobre muitos aspectos éticos da pesquisa, incluindo o próprio conceito de integridade científica, em diferentes culturas e sistemas de pesquisa nem sempre é consensual. Um evento mundial como esse no Brasil nos dá voz nessa discussão”, acrescentou Sonia.

A conferência

A Conferência Mundial sobre Integridade Científica (WCRI) foi lançada em 2007, na Europa. A primeira WCRI foi um esforço conjunto da Fundação Europeia da Ciência (FSE) e do US Office of Research Integrity (ORI).

O evento conta com a cooperação de um Comitê Consultivo, do qual fazem parte a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, e o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique Brito Cruz.

Participam também, entre outros, Charlotte Haug, vice-presidente do Comitê de Ética em Publicações (COPE, na sigla em inglês), e Mark Frankel, diretor do Programa de Responsabilidade Científica e Direitos Humanos da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), além de integrantes de um fórum internacional com cerca de nove mil membros, a maioria editores de periódicos científicos.

*Com informações do Jornal da Ciência