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(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

2.185, esse é o número de casos de caxumba registrados no estado do Rio de Janeiro nos primeiros oito meses de 2019. A cifra representa um crescimento de 130% em comparação ao mesmo período de 2018, quando foram feitos 1.973 registros em todo o ano. Apesar do aumento na incidência da doença, não houve mortes provocadas pela caxumba de 2017 até agosto deste ano, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro. Mas o sinal de alerta está ligado.

Em entrevista à Agência Brasil, o porta-voz da SES afirmou que “possivelmente, os fatores que estão por trás desse aumento de casos são os mesmos relacionados ao reaparecimento do sarampo”. De acordo com Alexandre Chieppe, parte importante da população fluminense não tem acesso à cobertura vacinal completa contra o sarampo, que é a mesma para a caxumba. O médico alerta que “a população que não tenha as duas doses da vacina tríplice, tomadas após um ano de idade, deve comparecer a um posto de vacinação para fazer a atualização da caderneta vacinal”.

Produção vacinal

Estudos sobre a vacina tríplice viral, responsável pela imunização contra o sarampo, caxumba e rubéola, é uma das metas de projeto apoiado pela Fiotec com desenvolvimento do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). A pesquisa avalia a capacidade protetiva do antígeno, após uma dose, em crianças de 12 a 23 meses de vida, comparando as apresentações em frasco multidose (em que um frasco reúne 10 doses) e frasco monodose (que traz dose única).

O objetivo é avaliar a imunogenicidade (capacidade da substância ou micro-organismo induzir uma resposta imune) do componente relativo exatamente à caxumba.

População deve estar atenta

Chieppe lembrou que para a caxumba vale o mesmo do sarampo, a dose zero, que deve ser tomada por crianças de seis meses a um ano de idade. Ele insiste que qualquer pessoa, de um ano a 49 anos de idade, que não tenha duas doses tomadas após o primeiro ano de vida, com intervalos de pelo menos 30 dias entre as doses, deve comparecer ao posto para fazer avaliação e verificar se há necessidade de reforço.


Com informações da Agência Brasil.