
Bertha Lutz (foto: by unattributed; restored by adam cuerden [public domain], via wikimedia commons)
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), hoje as mulheres são maioria na graduação e na pós. Mas nem sempre foi assim.
A educação foi um direito conquistado através do trabalho e da determinação de muitas mulheres que lutavam para que todos progredissem em conjunto.
Relembramos cientistas que lutaram pela representatividade e abriram as caminhos para que outras mulheres se interessassem pela ciência. Conheça a história de 10 delas:
1. Elisabeth Blackwell
Elizabeth Blackwell foi a primeira mulher a receber um diploma de medicina nos Estados Unidos. Se formou em 1849, na Geneva Medical College, onde mais tarde sua irmã também concluiu o curso.
Ao longo de toda a sua vida, Elizabeth teve que trabalhar muito para conseguir reconhecimento na área. Seus amigos não acreditavam que ela conseguiria ser aceita em um curso de medicina. Quando isso aconteceu, tentaram distanciá-la do resto dos alunos (todos homens) várias vezes, inclusive durante as aulas, quando abordavam a reprodução humana — na época, o tema era considerado inapropriado para uma mulher.
Depois de formada, abriu caminho para que outras mulheres seguissem a carreira médica e fundou diversas instituições como a New York Infirmary for Indigent Women and Children, a Woman’s Medical College da New York Infirmary, a London School of Medicine for Women e a National Health Society.
2. Bertha Lutz
Filha do médico Adolfo Lutz e da enfermeira inglesa Amy Bruce Lee, Bertha seguiu os passos científicos dos pais e se tornou uma das maiores biólogas da história brasileira. Mas além da ciência, Bertha se dedicava a outra paixão: a luta pelos direitos da mulher.
Foi esse tema que a influenciou a estudar Direito, para que então pudesse atuar mais ativamente no processo de aprovação do voto feminino no Brasil, que ocorreu em 1932.
Antes disso, Bertha estava a frente da fundação e organização de diversas organizações do movimento sufragista brasileiro. Foi também pesquisadora do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
“Para a mulher vencer na vida, ela tem que se atirar. Se erra uma vez, tem que tentar outras cem. É justamente a nova geração a responsável para levar avante a luta da mulher pela igualdade”, disse Bertha Lutz.
Fonte: revistagalileu.globo.com
