Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
(Foto: Raquel Portugal/Fiocruz Imagens)
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encaminhou, na manhã da última quarta-feira (28/5), um relatório ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em resposta à solicitação do órgão. O documento, produzido por um Grupo de Trabalho sobre Distanciamento Social no âmbito do Observatório Covid-19 Fiocruz, responde a questionamentos sobre medidas de distanciamento social no estado do Rio de Janeiro.
Segundo os pesquisadores envolvidos, para além do documento enviado ao MPRJ, é importante que se faça uma análise ampla que considere não apenas o momento atual, mas um cenário de períodos intermitentes de distanciamento social adicionais até que a população desenvolva imunidade coletiva, seja por infecção ou por uma vacina.
Nesse cenário, as medidas de distanciamento social devem ser encaradas como temporárias e devem estar combinadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), tanto nas suas capacidades de vigilância e controle da transmissão, como nas relacionadas à rede de saúde, incluindo leitos hospitalares e UTIs, por exemplo.
O grupo também destaca que, mesmo sendo importantes para o enfrentamento da Covid-19, as medidas de distanciamento social não devem ser tratadas como um fim em si mesmas, pois o seu prolongamento também contribui para outros impactos na saúde, como os relacionados à saúde mental ou a violência doméstica. Os pesquisadores ainda alertam que, quando os sistemas de saúde não estão devidamente estruturados, os impactos no agravamento de quadros de saúde e óbitos não diretamente relacionados à Covid-19 podem ser ampliados, sendo este conjunto de impactos ainda maiores para as populações mais vulneráveis.
