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O palestrante Jerome Glenn, filósofo e futurólogoO palestrante Jerome Glenn, filósofo e futurólogoVocê já parou para analisar as mudanças mundiais e pensar nas melhores alternativas para o futuro do nosso planeta? Pois bem, esse é o trabalho do Millennium Project, fundado pelo filósofo e futurólogo americano Jerome Glenn. O estudioso esteve ontem (20/10), na Coppe/UFRJ, proferindo a palestra “Sobre o Futuro”, em que falou da atuação de sua entidade na realização de estudos e projeções em diversas áreas do conhecimento. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio da Fiotec, apoiou a realização do evento. Mauricio Zuma (diretor executivo), Adilson Gomes do Santos (gerente geral) e Alexandre Valinoti (gerente da Administração Financeira e Contábil) representaram a Fiotec na palestra.

Glenn começou sua apresentação falando sobre um novo conceito de instituição, em que o Millennium Project se encaixa: as organizações transversais. Utilizando o argumento de que os principais problemas que afetarão nosso futuro acontecerão em diversas regiões do planeta, o filósofo defende que as instituições não devem limitar-se a localidades específicas, e sim voltar sua atuação para todo o mundo, englobando os interesses da sociedade civil, de instituições privadas, entidades públicas e, principalmente, dos governos.

O futurólogo brincou com o público ao dizer que sempre perguntam a ele qual será o futuro do planeta. Jerome aproveitou para esclarecer que um futurólogo não tem a capacidade de prever o que está por vir, mas analisar as mudanças que acontecem hoje para projetar os possíveis cenários que poderão ser gerados daqui a décadas, séculos. “Nós estamos vencendo mais do que perdendo. Mas estamos perdendo em questões muito sérias”, afirmou, ao fazer um balanço do modelo de vida da população mundial nos dias de hoje.

Glenn baseou sua palestra nos 15 desafios globais, discutidos com mais profundidade no livro State of the Future, do qual é um dos autores. Os desafios definem as principais frentes de estudo e desenvolvimento para o futuro da humanidade. As mudanças climáticas, o acesso democrático à água, a geração de energia e o desenvolvimento da ciência e tecnologia são alguns dos principais pontos de atenção listados pelo filósofo. Aqui você pode conferir todos os 15 desafios globais e entendê-los melhor.

A realidade brasileira

Após a palestra, Jerome participou de um debate com o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, Pedro Ribeiro Barbosa, com o professor Luiz Pinguelli Rosa, diretor de Relações Institucionais da Coppe, e com Marcos Freitas, do Programa de Planejamento Energético da Coppe.

Pedro Barbosa ressaltou o atual momento brasileiro, em que há pouco investimento no desenvolvimento da educação, saúde e cultura, cenário que vai no sentido oposto a todas as propostas feitas pelo futurólogo americano. Doutor em Ciência pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Pedro falou dos esforços feitos para que a atuação da Fiocruz se adapte às constantes mudanças do mercado mundial e propôs uma reflexão sobre um dos temas abordados pelo palestrante: como enfrentar o desafio da resistência da população a certos medicamentos sem, necessariamente, recorrer à produção de novas drogas? Responder a essa e outras questões é o desafio.

*Com informações do site da Coppe/UFRJ