Criptococose. O nome pode não soar familiar, mas é de uma doença oportunista que vem crescendo em todo o mundo. Essa micose, aqui no Brasil, alcança alta letalidade, muitas vezes relacionada ao diagnóstico tardio da meningite e frequentemente associada a Aids. É nesse contexto que acontecerá, de 26 a 30 de março de 2017, em Foz do Iguaçu, a 10ª Conferência Internacional sobre Cryotococcus e Criptococose (ICCC-10).
O evento, apoiado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), tem como presidente a chefe do Laboratório de Micologia da instituição, Márcia dos Santos Lazéra, e deve reunir cerca de 250 especialistas e estudantes de diversos países para debater os desafios e avanços no diagnóstico e tratamento da criptococose. Serão aceitas submissões de trabalhos científicos. O prazo de inscrições está aberto até o dia 20 de outubro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) terá participação direta em uma das atividades da conferência: a discussão sobre o acesso ao diagnóstico rápido e a disponibilização de medicação para tratamento da meningite criptocócica para países em desenvolvimento. Algumas descobertas sobre os agentes causadores da criptococose também serão discutidas, bem como sua epidemiologia, genética populacional, nova taxonomia, entre outras.
Submissão de trabalhos científicos
As propostas podem ser enviadas para cada uma das nove categorias estabelecidas: Pesquisa clínica; Tratamento e Resistência; Patogênese; Genética e biologia molecular; Interação hospedeiro-patógeno; Taxonomia; Virulência; Epidemiologia; e Imunologia.
Acesse a página da 10ª Conferência Internacional sobre Cryptococcus e Criptococose (ICCC-10) e inscreva-se.
Evento chega à América do Sul
A 10ª edição da conferência ocorrerá no Paraná, colocando em prática e ideia de realizar o evento em um país em desenvolvimento. A International Conference on Crytoccoccus and Cryptoccoccosis (ICCC) começou em Jerusalém, no ano de 1989, com 98 participantes e 51 resumos de trabalhos. Após 28 anos, a cada três anos, um fórum único de micólogos continua interagindo e trocando dados de pesquisa dedicadas ao estudo do Cryptococcus e da criptococose.
Entenda melhor a cirptococose.
Fonte: INI/Fiocruz
