Na última sexta-feira (28/11), foi lançado na prefeitura de Curitiba o programa “A hora é agora – testar nos deixa mais fortes”, voltado para a prevenção e controle do HIV entre gays e homens que fazem sexo com homens (HSH), dois dos grupos mais vulneráveis à infecção pelo HIV, principalmente entre os jovens. O projeto é uma parceria entre Fiocruz – com o apoio da Fiotec -, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (SMS), a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Grupo Dignidade (ONG de Curitiba).
A primeira iniciativa do projeto será a realização de testes rápidos de HIV, disponibilizados a partir de semana que vem, em duas unidades móveis (trailers), que fornecerão os resultados em pouco mais de 20 minutos. Uma das unidades ficará em praças da cidade e a outra reforçará o programa Consultório na Rua.
Além de ampliar o acesso aos testes, o programa prevê, com o apoio de uma plataforma virtual (e-Testing), que os participantes possam receber o teste de fluido oral em domicílio para realização do autoteste. A ação está prevista para ser implantada no início de 2015.
O projeto também visa fortalecer a vinculação dos casos positivos para o HIV com os serviços de saúde pública de referência em Curitiba, facilitando o acesso ao tratamento antirretroviral e garantindo o acompanhamento dos pacientes.
Público-alvo
A intenção é atingir, especialmente, os gays e os HSH acima de 14 anos, que estão entre os grupos mais vulneráveis à epidemia do HIV/AIDS e que concentram a mais alta prevalência (número de casos notificados), estimada em 10,5%. Especificamente, os HSH não se identificam como gays, mas praticam sexo com outros homens. Esse grupo torna-se mais difícil de atingir por não ter uma identidade gay, não estar ligado à cena gay ou aos canais tradicionais de advocacy (ONGs, movimentos sociais, etc.) e pelo receio de ser estereotipado.
A epidemia em Curitiba
De acordo com o secretário municipal de Saúde de Curitiba, Adriano Massuda, a cidade tem um histórico importante no combate à epidemia. Ela foi a primeira a cidade a notificar todos os portadores de HIV, e não apenas os que possuíam Aids.
Conforme dados da prefeitura, desde 1984, quando foram registrados os primeiros casos de Aids, 10.256 pessoas desenvolveram a doença em Curitiba. Além desses, há ainda 3.792 portadores do vírus. Atualmente, cerca de 9 mil pessoas fazem o tratamento e recebem os medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de Curitiba.
O programa no município será um piloto para futura implantação em outras cidades do País.
Serviço
Unidades de testagem móvel: uma delas ficará estacionada às sextas-feiras, das 18 às 22 horas, na Praça Osório, e aos sábados, das 18 às 22 horas, em local próximo à Praça Tiradentes. A segunda unidade móvel estará embarcada em uma estrutura do programa Consultório na Rua, que leva equipes de saúde à população de rua.
Para tirar dúvidas: Disque Agora – telefone (41) 3322-2200. Atendimento 24 horas por dia.
*Com informações da Prefeitura de Curitiba
