Foto: Fiocruz ImagensO enfrentamento da epidemia de zika, dengue e chikungunya, no âmbito da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) do Ministério da Saúde, está prestes a ganhar um novo impulso para aplicação de ações estratégicas: o financiamento de R$ 23 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os recursos serão utilizados no desenvolvimento de kits de diagnóstico e ações de combate aos vetores de transmissão dos vírus.
No acordo, a Fiotec atuará no repasse desses recursos para as ações do projeto, que hoje está nas mãos da equipe de Iniciação de Projetos da instituição. “Estamos trabalhando no processo de elaboração, análise, conferência e envio da documentação solicitada pelo BNDES, em paralelo com a atualização da parte técnica do projeto, feita pela coordenação na Fiocruz", explica a analista Paula Mayor.
O financiamento beneficiará ações que visam ao desenvolvimento de novos testes rápidos de diagnósticos, com características diferentes daqueles já disponíveis no mercado. Um destes produtos é um moderno teste de diagnóstico molecular que utiliza a tecnologia point of care (P.O.C), que destaca-se por sua capacidade de identificar simultaneamente os vírus da zika, dengue e chikungunya com maior segurança.
Medidas voltadas ao controle dos vetores também utilizarão os recursos disponibilizados pelo financiamento. Uma delas é busca e avaliação em larga escala do uso da bactéria Wolbachia no Aedes Aegypti para interromper o ciclo de transmissão, não só da dengue, mas também da zika e da chikungunya. A metodologia foi desenvolvida na Austrália e ainda conta com etapas a serem realizadas no Brasil, que visam avaliar sua eficácia em áreas mais extensas e de maior densidade demográfica. Esse projeto também conta com o apoio de gestão administrativa, logística e financeira da Fiotec.
Confira mais informações sobre as ações contempladas pelo financiamento.
