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Até a próxima quarta-feira (14/6), acontece em Manaus o 6th International Conference on Plasmodium vivax Research. O evento tem como objetivo promover o intercâmbio de evidências inovadoras e de alta qualidade para fundamentar o processo de tomada de decisões voltadas para o controle da malária, através de uma rede de pesquisa colaborativa abrangente.

Um dos destaques desta edição será a apresentação dos resultados dos testes clínicos de fase 3 da tafenoquina, medicamento administrado em dose única que pode mudar o paradigma de enfrentamento à malária. A droga é praticada há mais de uma década, e teve como um dos braços do projeto, a cidade de Manaus (AM), além de ter sido ministrada em outros países como Bangladesh, Peru e Tailândia.

A expectativa dos coordenadores é de que, a partir do evento, haja um aumento da colaboração entre instituições e pesquisadores, que permita a concepção de ferramentas e estratégias inovadoras e acessíveis, que podem acelerar o caminho para o controle e a eliminação da malária. Outro aspecto importante do evento é a capacitação de pessoal na Amazônia Brasileira, facilitando o intercâmbio de conhecimento com cientistas de renome internacional da área.

A conferencia é realizada pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), e tem como alguns patrocinadores Bill & Melinda Gates Foundation, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o apoio da Fiotec.

Malária

A malária é uma doença infecciosa, febril, potencialmente grave, causada pelo parasita do gênero Plasmodium, transmitido ao homem, na maioria das vezes, pela picada de mosquitos do gênero Anophele infectados. No entanto, também pode ser transmitida pelo compartilhamento de seringas, transfusão de sangue ou até mesmo da mãe para feto, na gravidez.

No Brasil existem três espécies de Plasmodium que afetam o ser humano: P. falciparum, P. vivax e P. malariae. O mais agressivo é o P. falciparum, que se multiplica rapidamente na corrente sanguínea, destruindo de 2% a 25% do total de hemácias (glóbulos vermelhos) e provocando um quadro de anemia grave. Já o P. Vivax, de modo geral, causa um tipo de malária mais branda, que não atinge mais do que 1% das hemácias, e é raramente mortal. A doença provocada pela espécie P. malariae possui quadro clínico bem semelhante ao da malária causada pelo P. vivax. É possível que a pessoa acometida por este parasita tenha recaídas a longo prazo, podendo desenvolver a doença novamente anos mais tarde.

Fonte: Fiocruz Amazônia