Um dos principais desafios da saúde global atualmente é a infecção respiratória aguda grave (SARI), que hoje é a terceira causa de morte global e principal causa de morte em países em desenvolvimento. A síndrome, que engloba pneumonia, traqueobronquite e bronquiolite de origem infecciosa, é definida a partir de febre aguda, com tosse e sintomas respiratórios que tenham gravidade para levar à hospitalização. Com a crescente epidemia por vírus da Influenza (H1N1) foi percebida a sua interferência nas SARI.
O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), com apoio da Fiotec, desenvolve o projeto “Infecção Respiratória Aguda Grave (SARI) em hospitais brasileiros: características clínicas e etiologia”. Trata-se de um estudo epidemiológico prospectivo de vigilância que tem como objetivo, entre outras coisas, descrever a distribuição das diferentes cepas de influenza, estimar a incidência relativa de influenza em comparação a outros vírus respiratórios e estimar a efetividade de vacinas sazonais para influenza como forma de prevenir hospitalizações utilizando um delineamento de caso-controle.
O estudo
Durante a pandemia pela Influenza, etiologia viral e bacteriana combinada foi detectada em 30% dos pacientes hospitalizados com SARI. No entanto, em decorrência da falta de testes rápidos e padronizados para o diagnóstico, especialmente dos vírus, e de uma estrutura de vigilância microbiológica coordenada a nível nacional, é desconhecida a frequência dos principais agentes etiológicos de SARI em nosso meio, assim como suas variações sazonais e por faixa etária.
Por isso, a preocupação em pesquisar sobre o assunto. O estudo será realizado, inicialmente, no Hospital Quinta D’Or, Rio de Janeiro, e Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Serão testados 800 pacientes, em um período organizado para caracterizar a fase sazonal de influenza nas diferentes regiões do País.
Vacinação contra Influenza
Em razão do número crescente de infecção por Influenza, do dia 30 de abril ao dia 20 de maio acontecerá a Campanha de Vacinação no Serviço Único de Saúde (SUS), promovida pelo Ministério da Saúde. Alguns estados, como Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Alagoas, já iniciaram a campanha, antecipadamente.
Neste primeiro momento, a vacinação é destinada a alguns grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, mulheres que deram à luz há menos de 45 dias, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade.
A vacina aplicada é a trivalente, que protege contra H1N1, H3N2 (ambos vírus da Influenza A) e uma cepa da Influenza B.
