O projeto de nacionalização da produção da vacina contra o rotavírus, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) em parceria com a GlaxoSmithKline (GSK), é apoiado pela Fiotec. O objetivo é produzir cerca de 50 milhões de doses até 2013. A produção atenderá integralmente à demanda do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, e garantirá a disponibilidade da vacina para todas as crianças brasileiras de até seis meses de vida. O responsável técnico pelo projeto é o Vice-Diretor de Produção de Bio-Manguinhos, Antônio de Pádua Risolia Barbosa.
De acordo com a aliança estratégica, que foi fechada em 2008, a GSK Biológicos – uma das líderes mundiais em pesquisa, desenvolvimento e fabricação de vacinas - transferirá tecnologia para que Bio-Manguinhos produza e forneça a vacina contra rotavírus para o mercado público brasileiro. Estima-se uma economia de pelo menos US$ 100 milhões em um prazo de cinco anos com a transferência definitiva da tecnologia de produção.
A vacina contra rotavírus é produzida a partir de vírus vivos atenuados, sendo aplicada por via oral na população infantil em duas doses: a primeira, aos dois meses de idade; a segunda, aos quatro. A aplicação está incluída no calendário básico de imunizações concomitantemente às vacinas contra poliomielite e a tetravalente, que imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae.
A doença
O rotavírus é o agente causal infeccioso mais comum de diarreia grave e desidratação, principalmente em crianças abaixo dos 5 anos. Mais comum aos lactentes, causa gastroenterite que pode durar entre três e seis dias, produzindo febre, vômitos e diarreia frequente e abundante.
A transmissão de dá por meio do contato direto com a pessoa infectada, da ingestão de água contaminada, do consumo de alimentos contaminados, do contato direto com objetos contaminados e através do contato com fezes, uma vez que há uma alta concentração do vírus causador desta doença nas fezes do doente.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge principalmente crianças menores de três anos e, nos países em desenvolvimento, antes do primeiro ano de vida.
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
Foto: Fiocruz Multimagens
