Registro reuniu representantes de todas as organizações presentes no seminário (foto: Comunicação/Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé).
A Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé recebeu entre os dias 25 e 29 de abril o primeiro Seminário de Governança do Projeto de Proteção de Povos Indígenas e Tradicionais do Brasil. O encontro realizado em Porto Velho (RO) reuniu, entre outras instituições, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) e a WWF-Brasil, parceiras na iniciativa. A Fiotec foi representada pelas profissionais de Projetos Aline Silva, Renata Corrêa e Sara Junker.
O projeto é fruto de um consórcio internacional coordenado pela WWF-Alemanha e WWF-Brasil, com financiamento do Ministério de Cooperação e Desenvolvimento Econômico Alemão. Inserida no objetivo maior de proteger os territórios indígenas e tradicionais, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) atuará em uma frente de trabalho voltada à mitigação dos efeitos do garimpo na região do Baixo Amazonas. Pesquisadores da Fundação serão responsáveis por avaliar a exposição ao mercúrio em povos indígenas, realizando diagnóstico situacional de saúde e monitorando gestantes e crianças menores de dois anos.
A Fiotec, por sua vez, é uma das signatárias do contrato firmado com o ministério alemão, ocupando assim uma cadeira cativa no grupo de governança do projeto. “Nós atuamos junto à coordenação do projeto, no planejamento contínuo de todas as ações, conduzindo os acompanhamentos financeiros e prestações de contas”, completa Renata.
O Projeto de Proteção de Povos Indígenas e Tradicionais do Brasil conta ainda com a participação da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, da Comissão Pró-Índio do Acre (CPI Acre), do Comitê Chico Mendes, do Pacto das Águas, do Projeto Saúde e Alegria, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal (Imaflora), além de diversas organizações locais e associações indígenas.
Com informações do portal da Ensp/Fiocruz.
