Quase 300 pessoas reuniram-se entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro, no Centro Cultural de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió (AL), para a realização do 35º encontro anual das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica, o Confies. De acordo com a Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes), anfitriã de 2017, o número de participantes representou um recorde se comparado às edições anteriores do encontro.
O principal tema em debate nesta edição do Confies foi a autorregulação das fundações de apoio. As atividades realizadas - mesas temáticas, oficinas e debates – buscavam o desenvolvimento de um documento que mais tarde fosse formatado em projeto de lei. Já na primeira noite, durante a cerimônia de abertura oficial do evento, um termo de entendimento sobre a autorregulação das fundações de apoio foi assinado, com a presença de representantes da Controladoria-Geral da União (CGU), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Fórum de Educação da Advocacia-Geral da União (AGU), e do presidente do Confies, Fernando Peregrino.
“Conseguiu-se dar um passo importante na direção de uma estratégia que vem sendo desenhada pelo presidente do Confies, Fernando Peregrino, de buscar um diálogo junto aos órgãos de controle na intenção de fazê-los compreender os constrangimentos decorrentes de um cerceamento extremamente burocratizado e como isso afeta o desempenho de nossas instituições”, comentou Hayne Felipe da Silva, diretor executivo da Fiotec que esteve pela primeira vez em um encontro do Confies.
Hayne lembrou, ainda, de outras discussões motivadas pela necessidade de se dar mais autonomia administrativa e financeira às fundações de apoio. O diretor citou a prática de criação de fundos patrimoniais, muito comum nos Estados Unidos e Reino Unido, que preveem doações de empresas privadas e ex-alunos, no caso de instituições ligadas a universidades. Mas disse que é preciso cautela para que o benefício não signifique perda de ganhos já assegurados. “O reitor da Universidade Federal do ABC Paulista fez um alerta para que os recursos oriundos de possíveis doações não justifiquem a diminuição do orçamento devido às fundações de apoio”.
Além do diretor executivo, estiveram no 35º encontro do Confies a diretora técnica da Fiotec, Mariana Medeiros, o gerente geral da instituição, Adilson Santos, os gestores de Recursos Humanos, Tecnologia da Informação e Administração Financeira e Contábil, Raquel Raad, Evandro Maroni e Alexandre Valinoti, respectivamente, e também Marianna Magalhães, advogada da Assessoria Jurídica.
Contribuindo, e muito, para os debates
Mais uma vez, como em diversas edições anteriores, a Fiotec apresentou-se nos fóruns de Tecnologia da Informação e do Colégio de Procuradores. Evandro Maroni foi o responsável por apresentar as ferramentas e soluções utilizadas pela instituição para tornar-se mais eficiente nos serviços prestados à Fiocruz.
Já Marianna Magalhães, representante da Fiotec no fórum do Colégio de Procuradores, mediou também uma oficina em que se discutiu os impactos da Reforma Trabalhista no universo das fundações de apoio. A profissional contou que fez uma apresentação sobre o mesmo tema no fórum, mas a participação de representantes de outras fundações estimulou uma abordagem diferente durante a oficina.
“Os questionamentos e situações apresentados pelos colegas de outras fundações me forçaram a abordar temas que não estavam previstos, mas isso foi muito bom. Como a Fiotec possui contrato com muitos trabalhadores, e em situações muito diversas, tive bastante coisa para compartilhar. Alguns problemas que me foram apresentados, que não enfrentamos aqui, e até conversas posteriores à oficina, fizeram com que nosso trabalho em relação à nova legislação trabalhista leve em consideração novos aspectos”, concluiu a advogada.
