No dia 25 de abril é comemorado o Dia Mundial de Combate à Malária. A data foi criada para reconhecer o esforço global para o controle efetivo da malária. De acordo com o DNDi (Drugs for Neglected Diseases Initiative), 216 milhões de novos casos por ano, causando 655 mil mortes por ano e com 3,3 milhões de pessoas em risco.
Segundo as Organizações das Nações Unidas (ONU), desde 2000 as taxas de mortalidade da malária caíram mais de um quarto globalmente e mais de um terço em África. No entanto, esses ganhos são frágeis e podem perder-se, a não ser que a luta contra a malária continue a ser uma prioridade a nível internacional, regional e nacional.
Fiotec e a Malária
Atualmente a Fiotec apoia alguns projetos, de diversas unidades da Fiocruz, que têm a Malária como o foco. O projeto “Malária: Gravidez e alterações no metabolismo e cinética de fármacos” é um deles. A proposta busca esclarecer o modo pelo qual a malária modula o metabolismo de xenobióticos e a cinética, efetividade e toxicidade de fármacos antimaláricos a gravidez. A pesquisa é feita pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).
O “Estudo dos casos de malária autóctone da Mata Atlântica” busca caracterizar a malária autóctone humana e simiana na região de Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro do ponto de vista clínico, epidemiológico, parasitológico, molecular e entomológico. O projeto é realizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
O IOC também é o responsável pelos seminários Laveran & Deane sobre malária, que reúnem alunos de Doutorado e Mestrado de diferentes laboratórios brasileiros ou de países lusófonos e, eventualmente, sul-americanas, com pesquisadores do IOC e outras instituições. Juntos, eles discutem projeto e resultados de teses em desenvolvimento em malariologia e assistem conferencias magistrais de profissionais sêniores especialistas de diferentes áreas de malariologia.
A doença
Malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium. A transmissão ocorre após picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por protozoários do gênero Plasmodium. No Brasil, três espécies estão associadas à malária em seres humanos: P. vivax, P. falciparum e P. malariae.
Os sintomas mais comuns são: calafrios, febre alta (no início contínua e depois com frequência de três em três dias), dores de cabeça e musculares, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios. No caso de infecção por P. falciparum, também existe uma chance em dez de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença.
Além dos sintomas correntes, podem aparecer ligeira rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência ou excitação, convulsões, vômitos e dores de cabeça, podendo o paciente chegar ao coma.
