
No dia 31 de maio foi comemorado o Dia Mundial sem Tabaco, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1987, com intuito de alertar para as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. O combate ao tabagismo é uma causa que vem ganhando força já que a própria OMS divulgou que o total de mortes por causa do tabaco atingiu 4,9 milhões de pessoas por ano, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia.
A Fiocruz desenvolve inúmeras pesquisas, estudos, cursos voltados para a temática, principalmente através da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Alguns deles com o apoio da Fiotec.
Projeto avalia influência de canais de comunicação
Atualmente, a Fiotec apoia a pesquisa “Uso de tabaco em programas da televisão brasileira e desdobramento na rede social de língua portuguesa do Brasil: status e potencial influência na população de baixa renda” tem como objetivo avaliar a exposição à propaganda direta e indireta, paga ou gratuita, de cigarros e outros produtos do tabaco em programas da TV aberta brasileira e seus desdobramentos na rede social.
A ideia é avaliar a influência do universo de comunicação televisa no Brasil, com ênfase em programas como novelas, seriados brasileiros e programas populares, e o papel do marketing viral voltado para a influência direta nos sites de alta participação das redes, como o Facebook e Twitter.
Outros projetos
Recentemente a instituição apoiou o lançamento do Observatório das Estratégias da Indústria do Tabaco, primeira plataforma digital desenvolvida por uma instituição pública da área da saúde. O observatório armazenará documentos que demonstram a influência da indústria nos processos políticos e legislativos, promovendo parcerias com lobistas para obtenção de decisões que contemplem seus interesses.
A criação do curso “Capacitação dos Inspetores de Saúde para Controle do Tabagismo no Brasil” também teve suporte da Fiotec. O curso teve como propósito possibilitar que fiscais da Anvisa de todo o país tenham a expertise necessária para verificar o cumprimento das leis ligadas ao tabaco. Afinal, do que adianta uma ampla legislação ser não houver a fiscalização?!
Uma luta constante
Ainda segundo a OMS, se a tendência de expansão do consumo de cigarros for mantida, esses dados podem aumentar para 10 milhões de mortes anuais por volta de 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos).
*Com informações do site do Inca e Agência Brasil
