Foto: Fiocruz ImagensA pressão arterial alta atinge hoje 1,13 bilhão de pessoas no mundo, quase o dobro do número de casos registrados em 1975. Os dados alarmantes foram retirados de uma pesquisa que envolveu a Organização Mundial da Saúde (OMS) e centenas de cientistas de todo o planeta. Constatou-se, ainda, que a pressão arterial elevada já não é uma doença típica dos países ricos. Hoje, os países mais afetados são os da África Subsaariana - os mesmos que continuam lutando contra a mortalidade infantil e materna, bem como HIV/Aids.
Aqui no Brasil, acontece desde 2008 uma importante iniciativa com o objetivo de estimar a incidência e caracterizar os determinantes de doenças crônicas na população brasileira, com foco no diabetes e nas doenças cardiovasculares, como a pressão arterial elevada: o Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa). A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ao lado de cinco universidades com igual experiência consolidada na área da pesquisa epidemiológica, é responsável pelo desenvolvimento do projeto.
Em setembro de 2014 o estudo encerrou a segunda fase de coleta de dados com os participantes, chamada onda 2, aqui no Rio de Janeiro. Atualmente está em vigência a onda 3 do projeto, que conta com o apoio logístico e administrativo da Fiotec ao planejamento, complementação e integração das atividades desenvolvidas na segunda fase do Elsa. Os outros estados precisam finalizar a onda 2 para que, posteriormente, os pesquisadores possam aprofundar os conhecimentos a partir dos dados coletados.
Resultados alcançados
Na primeira onda do Elsa, realizada entre os anos de 2008 e 2010, os dados coletados revelaram que 37% (5.667) da população brasileira estudada estava hipertensa. Os números são um importante alerta, já que a hipertensão arterial é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral (AVC).
Esses dados são utilizados para o desenvolvimento de diversos estudos e teses. Consulte o dossiê com todas as informações.
*Com informações do portal da Ensp/Fiocruz.
